Curitiba - A eleição do TC ontem confirmou que a maioria dos integrantes da bancada do PMDB está mesmo afinada com a base aliada. O líder do partido na Casa, Caíto Quintana (PMDB), admitiu que não houve como fechar um consenso sobre a questão e preferiu liberar os correligionários na votação. No discurso antes da votação, Caíto disse que ''cada um deveria votar com a sua consciência''. ''A indicação de um conselheiro para o TC não interfere em programa partidário. Até porque o conselheiro não pode estar filiado a partido. Não se trata de uma decisão partidária'', justificou ele.
Caíto afirmou ainda que, apesar da liberação, a bancada do PMDB ''continua achando temerária a decisão da Mesa, de fazer a eleição antes da decisão do Judiciário sobre o Maurício''. ''A eleição é precipitada e continuamos solidários ao Maurício'', disse o líder. Em 2008, o então líder do governo Requião (PMDB) era o deputado estadual Luiz Cláudio Romanelli (PMDB), que ocupa uma secretaria de Estado no governo Richa (PSDB) desde o início do ano e que, anteontem, voltou para a Assembleia Legislativa apenas para engrossar os votos ao candidato preferido do Palácio das Araucárias, Ivan Bonilha.
Questionado ontem sobre o fato de ele ter comandado no passado a vitória de Maurício ao TC e agora apoiar Bonilha, Romanelli resumiu que ''não há como fazer tal ilação''. O peemedebista também disse que não vê precipitação na realização da eleição, por parte de Rossoni, e que ''o Judiciário é quem decide isso''. Com Romanelli, a bancada do PMDB era formada ontem por 13 parlamentares. Ele saiu do Executivo para voltar ao mandato na Casa porque o seu suplente é Elton Welter, do PT, legenda que havia fechado apoio em torno de Augustinho Zucchi (PDT).
A atual bancada de aliados ao governo Beto Richa terá poder para definir pelo menos mais dois nomes de conselheiros ao TC. Até 2014, três vagas no TC serão abertas, incluindo duas que, pelo rodízio, devem ser preenchidas por indicação da AL. Pelo artigo 77 da Constituição do Estado, a AL tem direito a indicar quatro conselheiros. Já o governo do Estado pode indicar outros três, sendo um de escolha própria e os outros dois com base em listas tríplices, elaboradas pelos auditores do TC e pelos procuradores do Ministério Público de Contas. (C.S.)

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