Bonilha afirma ser 'vítima de complô'
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quarta-feira, 16 de maio de 2007
Janaina Garcia<BR>Reportagem Local 
Condenado pela Justiça Eleitoral ante a acusação de compra de votos na eleição de 2000, o vereador Orlando Bonilha (PR) afirmou ontem que a sentença emitida contra ele na última segunda pelo juiz da 41 Zona Eleitoral, Wellington Moura, é resultado de ''perseguição política''. Conforme o despacho, o parlamentar terá de cumprir 2,4 anos de prisão domiciliar, além do pagamento de multa, pena imputada também ao comerciante e irmão dele, Jorge Proença, e ao pedreiro Waldomiro Ferreira Ramalho, conhecido por Val.
Em entrevista concedida na Câmara, Bonilha se disse ''vítima de um complô'' supostamente armado por grupos políticos que, avaliou, estariam ''preocupados com a pré-candidatura'' dele à Prefeitura, em 2008 - referência à intenção lançada em dezembro passado.
Na avaliação de Bonilha, o suposto complô teria pelo menos dois prováveis articuladores. ''Fui envolvido em uma situação, e não serei o primeiro, nem o último a sofrer esse tipo de perseguição. Em todo pleito, sempre tem esses tipos de denúncias. De onde que partem? Não é da parte interessada?'', questionou, para responder, em seguida: ''No caso legislativo, meu primeiro suplente à época. Não só em relação a ele, que se articulou e fez um complô para tirar meu mandato, mas (também) aquele grupo político que vinha mandando na cidade por muitos e muitos anos, e que teve, na época, o ex-prefeito cassado'', declarou.
O primeiro suplente de Bonilha, em 2000, era o hoje vereador Roberto Fu (PDT), líder comunitário onde teria havido a suposta compra de votos - no Parque Ouro Branco (Zona Sul). O pedetista não foi eleito na ocasião por sete votos. ''Não quero polemizar com o Fu, ele está aqui por mérito próprio. Até porque, o objeto (da denúncia) seria da 12 Legislatura já se extinguiu'', recuou Bonilha.
Questionado sobre outros grupos políticos, definiu: ''Isso é fácil - em 2000, presidi uma comissão processante (CP)'', afirmou, referindo-se à CP que resultou na cassação do ex-prefeito Antônio Belinati (PP), investigado por gastos em publicidade. Indagado se o alvo da comissão - o ex-prefeito - seria membro do ''complô'', Bonilha concluiu: ''É''.
Fu - que obteve 1.736 votos em 2000, contra 1.927 de Bonilha - se disse ''entristecido e assustado'' com as declarações do colega, mas negou envolvimento no caso. ''Se eu tivesse alguma coisa a ver, teria entrado com a ação. Além do que, nem recontagem de votos pedi - e olha que fiquei por sete votos'', definiu.
Já o ex-prefeito e hoje deputado estadual não quis comentar o assunto. ''Quem tem que falar é o juiz, que foi quem julgou o caso - é interessante ouvi-lo, até para ver se a Justiça aceita ingerência política.''


