São Paulo - O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) minimizou nesta segunda-feira (7) a tentativa de Mauro Cid, que foi seu ajudante de ordens na Presidência, de colocar à venda um Rolex recebido como presente em viagem oficial. A Polícia Federal investiga se Mauro Cid tentou vender o relógio por quase R$ 300 mil. A suspeita surgiu a partir de uma troca de emails de Cid com Maria Farani, que trabalhou na assessoria do Gabinete Adjunto de Informações presidencial até janeiro de 2023.

"Não vejo nenhuma maldade em você cotar o preço de alguma coisa, é natural." Bolsonaro falou com a imprensa após almoço em São Paulo com o prefeito paulistano, Ricardo Nunes (MDB), e o governador paulista, Tarcísio de Freitas (Republicanos).

"Tudo que o TCU [Tribunal de Contas da União] pediu foi entregue. Até um relógio parecido com aquele. Essa resposta do Cid tem que vir dele e do advogado dele. Agora, não vejo nenhuma maldade em você cotar o preço de alguma coisa, é natural. Quanto é que vale isso aí?."

Os documentos com a troca de emails foram enviados à CPI do 8 de Janeiro. Trata-se de mais um episódio negativo para Bolsonaro que tem Mauro Cid, que é tenente-coronel do Exército, como figura central.

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