Brasília - O ex-presidente Jair Bolsonaro teve melhora parcial após hidratação e tratamento medicamentoso, de acordo com boletim médico divulgado na manhã desta quarta-feira (17).

Ele pernoitou no Hospital DF Star, em Brasília, após dar entrada na unidade de saúde na tarde dessa terça-feira (16), devido a um quadro de vômitos, tontura, queda da pressão arterial e pré-sincope (sensação de quase desmaio)

De acordo com o boletim, o ex-presidente “será reavaliado ao longo do dia, para definição da necessidade de permanência em ambiente hospitalar.”

A equipe que assina o comunicado é composta pelo chefe da equipe cirúrgica, Cláudio Birolini, o cardiologista Leandro Echenique, além dos diretores da unidade de saúde privada, Guilherme Meyer e Allisson Barcelos Borges. Bolsonaro apresentava quadro de desidratação, com frequência cardíaca elevada e pressão arterial baixa.

O ex-presidente passou por exames laboratoriais e de imagem, entre eles ressonância magnética do crânio para investigar o quadro de tontura classificado pelos profissionais como recorrente. O exame não mostrou alterações agudas. Outros exames “evidenciaram persistência da anemia e alteração da função renal, com elevação da creatinina [substância filtrada e eliminada pelos rins]”, diz a nota.

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Problemas de saúde

O ex-mandatário, de 70 anos, foi condenado na semana passada a 27 anos de prisão por uma tentativa de golpe de Estado, em um julgamento histórico no Supremo Tribunal Federal (STF).

O ex-presidente (2019-2022) sofreu nos últimos meses com problemas frequentes de saúde.

Sua defesa alegou esse motivo para explicação de sua ausência nas últimas sessões de julgamento.

No domingo, ele havia sido internado no hospital para uma intervenção cirúrgica menor e programada, por lesões na pele. Os médicos diagnosticaram anemia.

Alguns problemas de saúde de Bolsonaro derivam da facada que sofreu durante a campanha eleitoral de 2018, que trouxe sequelas na região abdominal.

Para que sua sentença por golpismo seja efetivada, o STF deverá resolver eventuais apelações de seus advogados e dos outros sete corréus também condenados. (Com Juan Sebastian Serrano/France Presse)

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