Bolsonaro fala em cortar ao menos 30% dos cargos políticos em bancos estatais
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quarta-feira, 14 de novembro de 2018
Com agências 
Brasília - O presidente eleito, Jair Bolsonaro, disse nesta terça-feira (13) que pretende cortar "no mínimo" 30% dos cargos políticos nos bancos federais. Em conversa com jornalistas no Superior Tribunal Militar (STM), ele confirmou que sua equipe prepara um "pente-fino" para mapear indicações partidárias no Banco do Brasil (BB), no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no Banco do Nordeste (BNB) e no Banco da Amazônia (BASA). "Pretendemos diminuir (o número de cargos) e colocar gente comprometida com outros valores lá dentro", afirmou.
A uma pergunta sobre o "cabide" de empregos nos bancos federais e autarquias, Bolsonaro afirmou que a equipe do economista Paulo Guedes, escalado para o ministério da Economia, irá "rever" as estruturas das instituições. "Vamos diminuir isso aí", ressaltou. O presidente eleito disse "concordar" que há um "exagero" no número de comissionados e citou ainda o quadro de funcionários dos ministérios.
Na entrevista, ele voltou a destacar que pretende dar transparência às operações do BNDES, uma bandeira de campanha. "No BNDES, o sigilo vai ser zero", disse. Bolsonaro destacou que as mudanças nos bancos estatais e as nomeações de presidentes, incluindo a do Banco Central, estão sendo analisadas por Paulo Guedes. Até agora, o futuro ministro da Economia informou que Joaquim Levy, ministro da Fazenda no governo Dilma Rousseff, comandará o BNDES. "É da minha índole confiar nas pessoas", disse Bolsonaro, referindo-se a Guedes. "Essa é a política econômica do Paulo Guedes. Ele tem ascendência", completou. "O Brasil está numa situação crítica e está nas mãos dele tirar (o País) dessa situação."
RECUO
Em novo recuo sobre a estrutura de seu governo, o presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), disse que manterá o Trabalho com status de ministério.
"O Ministério do Trabalho vai continuar com status de ministério, não vai ser secretaria. Vai ser ministério 'disso, disso e do Trabalho', como [é hoje o] Ministério da Indústria e Comércio", disse nesta terça-feira (13).
A declaração foi feita durante visita do presidente eleito ao STM (Superior Tribunal Militar), logo após Bolsonaro se encontrar com o presidente do TST (Tribunal Superior do Trabalho), ministro João Batista Pereira Brito. A mudança ocorre menos de uma semana depois de o presidente eleito ter dito, em Brasília, que extinguiria a pasta. Segundo Bolsonaro, o assunto ainda está em estudo e não há definição com qual pasta ele fundirá o Trabalho.
"A ordem dos fatores não altera o produto. Para o bom matemático é isso aí", disse.
"Está em estudo final com Onyx Lorenzoni. A princípio é um enxugamento de ministério. Ninguém está menosprezado o Ministério do Trabalho. Está apenas sendo absorvido por outra pasta", afirmou Bolsonaro. O presidente eleito não especificou com qual estrutura haverá a fusão, mas excluiu a possibilidade de que seja com Economia. A intenção da equipe era entregar ao superministério o principal órgão do Trabalho, a Secretaria de Políticas Públicas de Emprego.
"Indústria e Comércio já está com o superministério do Paulo Guedes. Colocar mais isso lá fica um pouco pesado", disse Bolsonaro.
O capitão da reserva também informou que ensino superior que deve ficar subordinado ao Ministério da Educação, como é hoje.Trata-se de novo recuo em relação à estrutura ministerial do futuro governo. Os planos iniciais eram de transferir a gestão do ensino superior para a pasta de Ciência e Tecnologia, que será comandada pelo astronauta Marcos Pontes. (Com Folhapress).


