Rio - O candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, afirmou nesta quinta-feira (25) que, se eleito, não vai fechar a fronteira com a Venezuela. Ele se comprometeu ainda em nomear um ministério "técnico".

Em entrevista coletiva concedida na casa do empresário Paulo Marinho, no Jardim Botânico (zona sul do Rio), Bolsonaro cobrou mais empenho dos parlamentares de seu grupo político - o PSL elegeu 52 deputados federais.

"Do nosso pessoal eu quero mais empenho do que eles estão demonstrando agora. Em São Paulo, por exemplo, a preocupação número um não é eleger um ou outro candidato a governador, e sim somar votos para a nossa candidatura".

Questionado sobre a situação da Venezuela, ele negou que pretenda tomar qualquer medida drástica. "Ninguém quer fazer guerra com ninguém. A Venezuela é uma coisa que não poderia deixar chegar onde chegou. É uma fronteira seca, não seria a melhor medida fechá-la. Temos de buscar maneiras, talvez junto à ONU, de fazer ali campos de refugiados, para buscar solução para o caso. Roraima não suporta a quantidade de venezuelanos que têm entrado lá, mas o governo não pode dar as costas para a Venezuela", concluiu.

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