A negociação com o Congresso por meio das chamadas bancadas temáticas vem sendo defendida por Bolsonaro desde a campanha eleitoral. Além da redução do número de ministérios, o fim da negociação de cargos em troca de apoio no Congresso era uma plataforma do programa de governo.

Questionado se o DEM seria seu principal aliado, Bolsonaro negou e disse que a escolha de Mandetta, assim como de Tereza Cristina, se deu pelo apoio das respectivas frentes parlamentares. "Nada a ver no tocante ao partido. Não são indicações para atender interesses políticos-partidários e, sim, interesses especificamente dessas áreas de saúde, no caso, e de agricultura", afirmou.

Ao confirmar Mandetta na Saúde, o presidente eleito precisou sair em defesa do deputado. Ex-secretário de Saúde, o futuro ministro é investigado por suposta fraude em licitação, tráfico de influência e caixa 2 em contrato para implementar um sistema de informatização em Campo Grande.

"Tinha uma só investigação contra ele, que é de 2009, se não me engano. Não deu nenhum passo esse processo. Ele nem é réu ainda. O que está acertado entre nós: qualquer denúncia ou acusação que vier robusta não fará parte do nosso governo."

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