Brasília - Correligionários de Jair Bolsonaro (PSL-RJ) têm procurado outros partidos para garantir palanques nos Estados para o deputado, que tentará chegar à Presidência da República em outubro. De acordo com integrantes da sigla de Bolsonaro, as possibilidades de alianças incluem legendas como MDB, PP, DEM, PSD e PRP.
No Paraná, o PSL negocia com o deputado estadual Ratinho Júnior (PSD) e com Cida Borghetti (PP), que assumiu o governo do Estado no início de abril, quando o então governador, Beto Richa (PSDB), deixou o cargo para concorrer a uma vaga no Senado. Em troca, o partido quer uma das vagas de candidato ao Senado para o deputado federal Delegado Francischini.
A possibilidade de uma aliança com o PP, partido com alto número de integrantes investigados na Operação Lava Jato, gera incômodo entre os correligionários de Bolsonaro, que alardeia discurso anticorrupção. "O reflexo de algo feito no Estado pode ser pernicioso para todos nós", afirma o deputado Major Olímpio, presidente da legenda em São Paulo.

CARONA
Partidos como o PR cogitam fazer aliança nacional para pegar carona na popularidade de Bolsonaro e fazer uma bancada expressiva. Eleger um número significativo de deputados e senadores garante, além de poder político, acesso a maior volume de recursos públicos para atividades partidárias.
Bolsonaro delegou a formação das alianças ao comando do partido nos estados e minimiza a importância de ter palanques fortes pelo País. "Com um caixão de madeira eu faço meu palanque. Não precisa de palanque. Se tiver, tudo bem. Mas eu tenho o que eles não têm", disse Bolsonaro à reportagem, pouco antes de fazer fotos com um grupo de estudantes que o esperava no Salão Verde da Câmara. Bolsonaro aparece empatado com Marina Silva (Rede) em primeiro lugar nas intenções de voto para o Presidência da República, em todos os cenários do Datafolha sem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, hoje preso em Curitiba.
O PSL não sabe ao certo quantos candidatos a governador terá pelo País. Por enquanto, dá como certas candidaturas próprias em pequenos colégios eleitorais.
No Acre, lançará o policial militar Coronel Ulysses Araujo e em Roraima, o empresário Antônio Denário.
Em São Paulo, estado com o maior número de eleitores do País, o PSL ainda não decidiu se vai lançar candidatura própria. No Rio de Janeiro, Estado de Bolsonaro, o partido também não deve lançar candidato ao governo e pode apoiar a candidatura do deputado federal Índio da Costa (PSD).

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