A votação para prefeito de Porto Alegre revelou uma acentuada divisão do eleitorado entre os que apóiam o PT e os que rejeitam o partido. A pesquisa de boca-de-urna do Datafolha não permitiu saber se o petista Tarso Genro já seria o eleito ou iria para o segundo turno com o pedetista Alceu Collares.
A pesquisa apontou 50% para Tarso e o mesmo percentual para a soma dos demais candidatos. O resultado oficial estava previsto para as 22 horas de ontem.
Collares alcançou o maior índice, 22%. Após a divulgação da boca-de-urna, o candidato do PT se mostrava cauteloso, enquanto o do PDT exibia euforia.
‘‘Nós nos fixamos sempre na urna mesmo. Pesquisas são meros indícios. O fato de que temos, pela primeira vez nos últimos dois meses, 50%, já demonstra um grande crescimento da nossa candidatura, que andava sempre em torno de 45%, 46%’’, disse Tarso.
Segundo ele, a eleição ‘‘demonstra aquela tendência de que na reta final nós acumulamos energia para ganhar no primeiro turno. Estamos mais ou menos naquilo que esperávamos’’, disse Tarso, que já foi prefeito (1993-96) e tenta conquistar um quarto mandato consecutivo para o PT em Porto Alegre.
Collares, que estava confiante na realização de um segundo turno, disse que o resultado da pesquisa era ‘‘sinal de uma campanha muito bem feita, muito forte’’.
Conforme o candidato do PDT, o ‘‘resultado (mostrado pela pesquisa) é um dado extremamente positivo para as oposições. A situação sempre imaginou que ganharia folgadamente já no primeiro turno’’.
Tarso votou acompanhado de seus correligionários Olívio Dutra, governador, e Raul Pont, prefeito de Porto Alegre.
Tarso disse acreditar que ganharia a eleição no primeiro turno. Ao ser questionado sobre seu voto para vereador, hesitou antes de responder que havia votado ‘‘na legenda’’. Yeda Crusius (PSDB) teve 14% na boca-de-urna.

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