O vereador Emerson Petriv, o Boca Aberta(PR), ajuizou ação popular com pedido de medida liminar para suspender os decretos municipais 01 e 08 assinados pelo prefeito Marcelo Belinati (PP) que nomearam Fernando Madureira (PTB), eleito vereador em 2016, como presidente da FEL (Fundação de Esportes de Londrina) e seu suplente Douglas Carvalho Pereira, o Tio Douglas (PTB), como superintendente da Acesf (Administração de Cemitérios e Serviços Funerários).

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A manobra política permitiu a entrada de Jamil Janene (PP) para o quarto mandato na Câmara Municipal de Londrina. Na eleição de outubro passado, Janene obteve 2.194 e estava como segundo suplente da coligação PP/PTB.

De acordo com o advogado Eduardo Duarte Ferreira, a medida teve "claro sentido de alterar o resultado das eleições". Na ação popular, distribuída à 1ª Vara da Fazenda Pública, elencou argumentos políticos e jurídicos. Segundo ele, as nomeações feriram o princípio constitucional da impessoalidade dos atos administrativos. "É algo aparentemente lícito que não teve o objetivo de colocar o vereador eleito (Madureira) ao cargo no Executivo, mas o ato tinha, claramente, a intenção de alçar um correligionário do prefeito ao cargo no Legislativo", disse Ferreira.

De acordo com a assessoria de imprensa da prefeitura, Belinati, Madureira e Tio Douglas não irão se manifestar sobre o assunto. Janene qualificou a ação como "absurda" e chamou Boca Aberta de "desequilibrado". Segundo ele, os advogados estão procurando ações para chamar a atenção da mídia. "Assumi a vaga em janeiro, fui convocado e diplomado pela Câmara, não fui nomeado pelo prefeito Belinati", disse.

Sobre o mesmo assunto, a Câmara Municipal arquivou uma representação feita por Boca Aberta contra Janene em junho. Em julho, o Ministério Publico indeferiu pedido de instauração de inquérito feito por Boca Aberta. O promotor de Defesa do Patrimônio Público, Ricardo Benvenhu, argumentou que não havia indícios de violação aos princípios éticos e regimentais.

Já na Justiça, Boca Aberta conseguiu tirar Janene da presidência da Comissão Processante que apura possível ato incompatível com o decoro quando o parlamentar pediu dinheiro na internet na tentativa de pagar uma multa eleitoral. Antes do recesso parlamentar de julho, a Câmara foi obrigada a realizar novo sorteio para definir um novo membro para compor a CP, já que o entendimento judicial é de que suplentes não podem integrar CPs.

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