Boca Aberta recua de afastamento e alega suposto complô contra ele
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terça-feira, 09 de maio de 2017
Edson Ferreira<br>Reportagem Local 

Depois de alegar ameaças de morte e pedidos da família para se afastar da Câmara Municipal de Londrina (CML), o vereador Boca Aberta (PR) pediu, na sessão desta terça-feira (9), a retirada de pauta do requerimento 145/2017, que previa licença de até 120 dias a partir da aprovação em plenário.
Discursando para aproximadamente 60 apoiadores, que foram até o Legislativo e fizeram bastante barulho nas galerias, Boca Aberta lembrou do pedido para abertura de Comissão Processante (CP) contra ele, cuja votação deve ser realizada pelo plenário dentro de quinze dias, e falou que enfrenta um "complô" formado pelos vereadores "remanescentes" na Casa, livrando os novatos das críticas. Em entrevista coletiva, justificou o recuo. "De sexta pra cá, nas redes sociais o povo pedindo pelo amor de Deus pra eu não sair. As ameaças (de morte) são muitas, eu já passei para a Polícia Civil placas do carro e da moto. Eu decidi, pela vontade do povo, retirar o pedido de licença."
O presidente Mário Takahashi (PV) negou a perseguição. "Não existe complô, o parlamentar é responsável pelos seus atos", reafirmando que a CML age apenas porque é provocada, por meio de representações.
Boca Aberta foi notificado antes da sessão sobre a tramitação da denúncia contra ele, acatada pela Mesa, onde é acusado por supostamente ter se utilizado do cargo para obter "vantagens indevidas", quando publicou no seu perfil no Facebook um vídeo pedindo doações para pagamento de multa eleitoral imposta pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Paraná. Agora ele terá dez dias para apresentar defesa, mas já adiantou que deve ir ao Judiciário para pedir o impedimento de pelo menos, quatro parlamentares, que movem processos contra ele. Portanto, segundo ele, estariam sob suspeição para deliberar sobre a CP.
A Mesa também enviou para a procuradoria jurídica a segunda representação pedindo a cassação de Filipe Barros (PRB), feita pelo coletivo sindical, para análise formal da denúncia. A Mesa também despachou para a procuradoria o pedido de Comissão Processante de Boca Aberta contra Jamil Janene (PP) por suposta manobra ilegal para assumir como vereador na condição de segundo suplente.


