Boca Aberta 'é saído' do grupo

O deputado federal Emerson Petriv, o Boca Aberta (Pros), foi expulso neste fim de semana do grupo de Whatsapp da bancada do Paraná em Brasília, que reúne os 30 deputados e os três senadores eleitos no Estado. A remoção ocorreu porque o parlamentar londrinense enviava suas ações políticas pessoais para o grupo, utilizado para articulações políticas e discussão de pautas e projetos de lei.
A expulsão veio em seguida a um vídeo de Boca Aberta na Feira dos Cinco Conjuntos, no domingo (3), que pode ser visto, também, no Facebook que ele mantém com seu filho, deputado estadual do Paraná Mateus Viníccius Petriv, o Boca Aberta Jr. (PRTB).

"Pobre revolucionário"
O administrador do grupo é o também deputado federal Toninho Wandscheer, presidente do partido de Boca Aberta no Paraná. Wandscheer justifica sua ação afirmando que avisou todos os deputados, por duas vezes, que só são permitidas discussões de interesse coletivo dos paranaenses. Já Boca Aberta disse à FOLHA que a ação ocorreu porque "eles [deputados] não aceitam pobre revolucionário". Por telefone, Wandscheer reiterou que as regras do grupo não permitem divulgação de ações pessoais que não tenham relação com as leis voltadas ao Estado.

Grito dos excluídos
Também por telefone, aos palavrões, Boca Aberta disse que não estava nem aí para a bancada do Paraná. "Eu não fui eleito para defender partido, nem para defender político", afirmou. Após a expulsão, Boca Aberta saiu por conta própria dos grupos do partido ao qual é filiado.

Rodonorte deve admitir propina
A Rodonorte, empresa do Grupo CCR responsável pela concessão da Rodovia do Café, no Paraná, deve fechar acordo com a força-tarefa da Lava Jato no qual assume que pagou propina para tucanos no Paraná. A informação foi publicada na coluna Painel, da Folha de S. Paulo, dessa terça-feira (5). Segundo a coluna, o acordo está em fase final e o interesse da empresa, que tem capital aberto, seria limpar o caminho para novas concessões que virão nos próximos anos.

Dinheiro em espécie
As notas ainda lembram que um motorista que trabalhava na sede da empresa entregou dinheiro em espécie no Palácio do Iguaçu, no TCE (Tribunal de Contas do Estado) do Paraná e na associação das empresas concessionárias, a ABCR (Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias). A entidade fechou o escritório que mantinha no Paraná após a deflagração das operações Integração 1 e 2, no ano passado, pela Lava Jato. Ainda de acordo com o jornal, em São Paulo, a CCR já reconheceu ter dado cerca de R$ 25 milhões a título de caixa dois para tucanos e petistas, mas não de ter pago propina. Apesar de ter aceitado o acordo, o Ministério Público paulista apura se a empresa disse a verdade. A CCR pagou cerca de R$ 81 milhões em multas para se livrar de processos em São Paulo.

Corrupção no Paraná

A Rodonorte e todas as outras cinco concessionárias de rodovias federais que formam o Anel de Integração do Paraná são citadas na Operação Integração, que teve duas fases na Lava Jato. Segundo apurou a força-tarefa, criou-se um esquema de corrupção em que as pedagiadoras pagavam propina a membros do governo estadual em troca de aditivos que retiravam obrigações contratuais e elevavam tarifas. As investigações do MPF indicam desvios de cerca de R$ 8,4 bilhões desde 1997, quando o esquema teria começado.

Fim dos obstáculos
Um projeto de lei quer proibir obstáculos em frente a imoveis. O vereador Vilson Bittencourt (PSB) protocolou na última sexta-feira (1º) uma matéria na Câmara Municipal de Londrina que muda dois artigos do Código de Obras. A intenção é proibir obstáculos cortantes ou perfurante de pedra, arame ou com forma de "dentes" na parte externa das calçadas, nas muretas ou muros baixos. O comércio e residência que já têm o aparato instalado deverá retirará-lo em seis meses, após a vigência da lei, caso aprovada. Muitas lojas optam por esse tipo de estrutura de ferro para evitar concentração de pessoas sentadas nessas muretas. O projeto deve seguir por todas as comissões da Casa.

CPI pós Carnaval
Um mês e meio depois da tragédia do rompimento da barragem Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG), que causou mais de 300 vítimas entre mortos e desaparecidos, o Senado e a Câmara pretendem começar os trabalhos de apuração sobre o acidente. Os senadores devem instalar a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) no dia 12. Com 11 titulares e sete suplentes, a CPI vai funcionar por 180 dias. Na mesma semana em que a comissão deve ser instalada, haverá no plenário do Senado uma sessão temática para discutir a tragédia. O requerimento já aprovado prevê a participação de autoridades, especialistas, ambientalistas, além de representante da mineradora Vale.

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