Boca Aberta apresenta novo atestado médico e CP remarca interrogatório
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sábado, 30 de setembro de 2017
Guilherme Marconi<br>Reportagem Local 
O vereador Emerson Petriv (PR), o Boca Aberta não compareceu ao depoimento marcado para as 10h30 deste sábado (30) pela CP (Comissão Processante). Foi a segunda tentativa de interrogá-lo para que ele se defenda da acusação de quebra de decoro parlamentar. A defesa do vereador apresentou documento à Câmara Municipal comunicando que ele está internado no Hospital Mater Dei, pelo convênio Unimed, para tratamento clínico. Na sua rede social Boca Aberta escreveu que "está com suspeita de pneumonia e meningite" e postou fotos no leito do hospital.
Com a nova ausência do vereador, os membros da Comissão notificaram o advogado dele considerando outras opções de datas para o interrogatório. A tentativa é que ele seja ouvido entre os dias 2 e 7 de outubro, às 10h40 ou às 17 horas. Na última quarta-feira (27), Boca Aberta também faltou ao depoimento quando apresentou atestado com quadro de ansiedade assinado por um médico psiquiatra. Mesmo com atestado de dois dias, ele compareceu a sessão de quinta-feira (28) para votar contra o projeto que alterou a planta de valores do IPTU e logo em seguida alegou estar passando mal e saiu de ambulância.

Segundo o presidente da CP, Felipe Prochet (PSD), em todas as fases do processo foram dadas as oportunidades de defesa. " O atestado apresentado hoje não tem como contestar, entretanto na semana que vem estaremos todos dias aqui para ouvi-lo.".
Há também preocupação de que esta manobra de procrastinar o interrogatório invalide todo o processo. Isso porque a Comissão precisa concluir os trabalhos até o dia 17 de outubro, quando completará 90 dias da data abertura da investigação. De acordo com o procurador jurídico da Câmara, Miguel Aranega Garcia, a Comissão irá esgotar todas tentativas de interrogá-lo antes de tomar alguma medida judicial. "A notificação não tem o poder de escolha, assim que o denunciado se restabelecer ele precisa comparecer na primeira data".
"O que aconteceu aqui é que a Comissão Processante deliberou pelo não depoimento, o erro foi deles, não da defesa. Agora ela que assuma seus próprios erros", disse o advogado Eduardo Duarte Ferreira.
ENTENDA O CASO
A exigência do interrogatório foi determinada pelo juiz Marcos José Vieira da 1ª Vara de Fazenda Pública. Antes disso o relator da CP, Rony Alves (PTB) já havia concluído o relatório final considerando procedente a denúncia e encaminhando a cassação de mandato. Mas com a decisão judicial foi cancelada a sessão de julgamento que estava agendada para o dia 22 de setembro.
Caso o vereador seja ouvido na próxima semana, abre-se novamente um prazo de cinco dias para as alegações finais, e depois disso Alves terá que apresentar novo relatório e posteriormente é remarcada a sessão de julgamento.
Boca Aberta é investigado por suposta quebra de decoro por ter pedido pelas redes sociais o valor de R$ 8 mil reais para pagar uma multa eleitoral.


