BMG doou recursos para Requião e Vanhoni em 2002
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sexta-feira, 05 de agosto de 2005
Luciana Pombo<br> Equipe da Folha 
Curitiba - O Banco de Minas Gerais (BMG) doou recursos para as campanhas de Roberto Requião (PMDB) e Angelo Vanhoni (PT) em 2002. O BMG um dos bancos usados para empréstimos que seriam utilizados em campanhas eleitorais e supostos ''mensalões'' aparece doando R$ 10 mil no primeiro turno para a candidatura de Vanhoni a deputado estadual. O valor foi declarado normalmente na campanha de Vanhoni e pode ser visto no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), na Internet. No segundo turno, o banco mineiro aparece doando recursos para campanha de Requião. Foram R$ 50 mil em dinheiro. O total de receitas da campanha, segundo relatório do PMDB que está no site do TSE, somou R$ 3,6 milhões.
O BMG é uma das dezenas de empresas e pessoas físicas que aparecem na prestação de contas do atual governador. Entre os bancos relacionados estão: Banco Alfa de Investimento (R$ 50 mil), BMG (R$ 50 mil), BMC (R$ 30 mil) e Pine (R$ 30 mil). O ex-coordenador do Comitê de Finanças do PMDB, Milton Buabsi, por quem passou todos os recursos de campanha, disse que não lembrava quem tinha conseguido captar os recursos do banco. ''Eram muitas pessoas em busca dos recursos. Você tem que fazer contatos com todos os possíveis doadores. Não foi somente o Banco BMG que doou para nossa campanha. Essa foi uma doação normal e que foi devidamente declarada'', afirmou Buabsi.
O coordenador da campanha de Requião negou que tenha havido qualquer indicação do PT ou de algum candidato do partido para que o BMG fosse procurado. ''Não tem nada a ver com o PT. O PT até nos apoiou no segundo turno, mas não nos deu recurso algum. Não houve nenhum centavo do PT na campanha de Requião'', enfatizou Buabsi.


