BMG apoiou PT e PSDB na eleição em Curitiba
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terça-feira, 19 de julho de 2005
Evandro Fadel<br>Agência Estado 
Curitiba - Na campanha eleitoral de 2004, o Banco BMG decidiu apostar nos dois candidatos que tinham mais perspectiva de chegar ao segundo turno na disputa pela prefeitura de Curitiba. Para a campanha do ex-candidato Ângelo Vanhoni (PT), a contribuição, feita legalmente e registrada no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Paraná, foi de R$ 100 mil, por meio da BMG Leasing S.A. Arrendamento Mercantil, em 19 de agosto, ainda no primeiro turno.
Para o comitê do atual prefeito, Beto Richa (PSDB), a ajuda veio, diretamente, do BMG e chegou em três parcelas, também regularmente registradas na prestação de contas. As duas primeiras chegaram no mesmo dia, 28 de setembro, divididas em cheques nos valores de R$ 3 mil e R$ 30 mil. Para o segundo turno, a instituição financeira apostou apenas em Beto Richa, que venceu. Em 21 de outubro, foram doados R$ 50 mil.
O ex-tesoureiro da campanha petista Maurício Chelli disse que a instituição procurou a coordenação e ofereceu o auxílio financeiro. Feito o depósito, Chelli emitiu o recibo, entregue aos responsáveis pelo banco na capital paranaense. ''Tudo foi feito com emissão de recibo e declarado'', acentuou. O coordenador-geral da campanha tucana, Fernando Ghignone, ressaltou que a doação da empresa foi espontânea. ''Não houve pedido de reciprocidade'', acentuou. ''A prefeitura nunca teve, não tem e não terá nada com o BMG.'' Segundo Ghignone, a lisura da ação está comprovada no registro dos documentos no TRE.
O BMG foi a instituição bancária na qual o PT conseguiu um empréstimo de R$ 2,4 milhões em 2003. Recomendado pelo ex-secretário nacional de Finanças e Planejamento do partido Delúbio Soares, o banco concedeu o empréstimo tendo como avalista o empresário Marcos Valério Fernandes de Souza.


