Bloqueio de aplicação de Jocelito pode ser definido pela Justiça
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sexta-feira, 01 de dezembro de 2000
Denise AngeloDe Ponta Grossa 
O juiz da 2ª Vara Cível de Ponta Grossa, Fábio Leite, deve apreciar hoje o pedido apresentado pelo Ministério Público (MP) de bloqueio das aplicações e investimentos financeiros do prefeito Jocelito Canto (PSDB) e outras nove pessoas, além de duas empresas da cidade. Ele também deve analisar o pedido de quebra de sigilo bancário dos envolvidos e do pagamento de uma indenização por danos morais à cidade.
Além do prefeito, a promotora Laís Letchacovski pede o mesmo procedimento para com o secretário de Planejamento, Erlei Borato, os ex-secretários de Finanças, Ivan Rentschler, e de Obras e Serviços Públicos, Carlos Teixeira Pinto, o ex-chefe de gabinete, Pedro Sebastião Neto, o ex-gerente da prefeitura, Luiz Carlos Santos, os funcionários Adilson Bueno e Juarez Schwab, os empresários Osvaldo Spósito, Sidney Spósito e as empresas Cifal e Spósito & Pitella.
O pedido do Ministério Público é resultado de uma investigação que começou em maio, quando o empresário Sidney Spósito entregou ao órgão 18 fitas de vídeo com gravações clandestinas. Nessas gravações, funcionários da prefeitura cobram propina, falam sobre como conseguir uma obra sem passar por licitação e contam sobre o desvio de verbas do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental (Fundef).
O prefeito disse anteontem que está tranquilo. Não tenho investimentos nem aplicações financeiras e o meu sigilo bancário já foi quebrado pelo deputado Roque Zimmermann (o Padre Roque). O deputado pediu a providência durante as investigações da CPI do Narcotráfico.


