A formação de um ''bloco dos descontentes'' entre os vereadores voltou a ser assunto na sessão de ontem da Câmara Municipal de Londrina. Alguns vereadores, como Luiz Carlos Tamarozzi (PTB) e Beto Scaff (sem partido), voltaram a demonstrar sua insatisfação com os secretários do município. Já o presidente da Casa, Orlando Bonilha (PL), disse temer os efeitos da formação de um bloco, enquanto que a vereadora Márcia Lopes (PT), líder do governo na Câmara, defendeu uma reflexão maior por parte da Casa em relação à função do Legislativo.
''Pode haver prejuízo para a cidade se o grupo resolver retaliar projetos futuros do executivo'', opinou Bonilha. Ele entendeu como legítimo o posicionamento dos vereadores, e disse também estar sofrendo os efeitos da política de governo. ''Vários pleitos meus não foram atendidos, mas a prefeitura precisou equilibrar as finanças'', disse o vereador, que acredita que o município começou a voltar-se para as realizações nos quatro primeiros meses deste ano.
Para Márcia Lopes, a formação do bloco é uma atitude política, e faz parte do jogo político. ''Do meu ponto de vista, o Legislativo é um poder autônomo'', argumentou. Para ela, o papel dos vereadores é legislar e fiscalizar o que está sendo cumprido ou descumprido no orçamento do município, mais do que simplesmente intermediar melhorias entre população e executivo. ''Esta não é uma discussão que precisa existir só em Londrina, mas em todo o Brasil'', complementou.

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