'Blocão' leva as principais comissões
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terça-feira, 03 de fevereiro de 2009
Janaina Garcia<br>Reportagem Local 
O bloco de nove vereadores que perdeu a Presidência da Câmara Municipal na sessão do dia 1º levou ontem o comando das principais comissões permanentes da Casa - Constituição e Justiça (CCJ), Finanças e Orçamento, Desenvolvimento Urbano e, em menor escala, a de Meio Ambiente. O mesmo tom foi registrado na indicação de representantes da Casa para 25 órgãos externos. Apesar de articulação na Casa ter durado a tarde toda, nos bastidores, segundo a FOLHA apurou, a conversa entre Executivo e Legislativo vinha se arrastando já desde a semana passada para que, principalmente à CCJ, fosse nomeado um grupo da situação. As reuniões, sempre na Prefeitura, e com a composição das comissões na pauta, teriam ocorrido diretamente com o secretário de Governo, Tercílio Turini, conforme dois parlamentares novatos, Rodrigo Gouvêa (PRP) e Ivo de Bassi (PTC), confirmaram à FOLHA. Turini nega o assédio sobre as comissões.
De acordo com Bassi, a preocupação de Turini seria que os vereadores do ''blocão'' de apoio à candidatura de Sandra Graça (PP), derrotado pelo grupo composto por 10 nomes, presidisse a CCJ. O grupo é o principal dentre as 12 comissões permanentes da Casa, uma vez que, pela análise legal que faz das matérias, pode indicar o veto e, por tabela, a não tramitação posterior. O grupo ficou com Joel Garcia (PDT) na presidência, Roberto da Farmácia (PTN) na vice, e Gerson Araújo (PSDB) como membro - único a não apoiar Sandra. Os mesmos nomes, mas na ordem inversa entre os dois primeiros, compõem a de Finanças. Desenvolvimento Urbano tem novamente Roberto da Farmácia, além de Paulo Arildo (PSDB) e Gouvêa.
Segundo fonte do ''blocão'', o voto decisivo na escolha de Joel, para a CCJ, foi o Rony Alves (PTB), que, por outro lado, votara no bloco que levou a Presidência da Casa. Rony deve presidir a comissão de Educação, que integra juntamente com Marcelo Belinati (PP) e Tito Valle (PMDB).
Indagado sobre o critério para os nomes da CCJ, Joel definiu: ''Eu sou advogado, Roberto é bacharel em Direito e o pastor Gerson já conhecia a Casa'', disse. Se a nova CCJ, a exemplo das anteriores, vai se eximir de pareceres contrários e deixar a análise a critério do Plenário? ''Não''.
Já Bassi admitiu a conversa com Turini. ''Ele pediu para que fôssemos maleáveis nas comissões, para que a CCJ não tivesse oposição ao governo.'' Roberto admitiu a conversa com o secretário, mas negou o teor: ''Nem falamos de Câmara''. Já Gouvêa respondeu: ''Havia a preocupação com a CCJ, mas, pelo menos comigo, falaram e mantiveram o compromisso'', disse, referindo-se à comissão de Desenvolvimento Urbano. Turini negou a ingerência. ''Falamos com vários vereadores, mas em um trabalho normal de harmonia com os vereadores, que são independentes.''


