Oxford, Inglaterra - Pouco antes de receber ontem, pela Universidade de Oxford, o 18º oitavo título de doutor honoris causa, o presidente Fernando Henrique Cardoso atendeu a um telefonema do primeiro-ministro britânico, Tony Blair, que lhe encomendou uma missão: promover um encontro dele com o presidente eleito do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva. Tony Blair, que foi criticado pela imprensa inglesa por ter ignorado Lula na última visita ao Brasil, e conta com a diplomacia de Fernando Henrique para o aproximar dele.
Integrantes do governo britânico comparam a eleição de Lula à ascensão de Tony Blair ao poder, em 1997. A exemplo do que ocorre no Brasil, a vitória do Partido Trabalhista britânico gerou na época grandes incertezas nos mercados financeiros, que temiam as políticas que poderiam ser adotadas no país, além da inexperiência do primeiro-ministro.
Logo no início do governo, Tony Blair surpreendeu, positivamente, os mercados, ao conceder autonomia operacional ao Banco da Inglaterra, que é o banco central do país. Assessores de Lula indicaram que o governo petista poderá adotar uma decisão semelhante, usando a experiência do banco central inglês.
Fernando Henrique afirmou que proporá a Lula o encontro com o primeiro-ministro por considerá-lo essencial.

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