Bivar adere a ação de Pastoral
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quinta-feira, 14 de setembro de 2006
Maigue Gueths<br> Equipe da Folha 
Curitiba - O candidato à presidência da República pelo PSL, Luciano Bivar, que veio ontem à Curitiba para assinar um termo de compromisso junto à Pastoral da Criança, aproveitou para divulgar as propostas liberais de seu partido. Ele criticou a presença do Estado na sociedade, falou sobre sua principal proposta de campanha, a criação do Imposto Único Federal, e criticou o uso da máquina administrativa do governo federal na campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Para Bivar, o governo federal comporta-se como se o mandato para presidente fosse de oito anos. ''Ele considera que o mandato é de oito anos, realizando um plebiscito a cada quatro anos. Daí sim justificaria o uso da máquina'', disse. Ele admite que quatro ou cinco anos de mandato é pouco tempo para a concretização de um plano de governo. Mas isso não justifica, segundo ele, que o governo lance mão de ações, chamadas por ele de ''medidas eleitoreiras'', cujo objetivo seriam convencer o eleitor a votar no candidato à reeleição.
''O que me levou a ser candidato à presidência da República foi o Estado. O tempo que passei na minha vida privada foi brigando contra o estado'', disse Bivar, ressaltando que se o governo não reduzir os tributos, a população ''acabará na miséria''. Com esse argumento, ele defendeu sua principal proposta de campanha: a implantação do Imposto Único Federal (IUF). O imposto, no valor de 1,7%, seria cobrado na emissão de cheques ou do credor, e viria substituir os dez impostos federais atuais.
Bivar veio à Curitiba especialmente apenas assinar o ''Termo de Compromisso Inegociável com a Honestidade na Vida Pública, com Melhoria da Distribuição de Renda e a Redução das Desigualdades''. O documento foi elaborado pela Pastoral da Criança para as eleições deste ano. ''Estamos apresentando dois desafios aos candidatos: ser honesto, engajando-se no aprefeiçoamento de mecanismos legais de combate à corrupção. E o compromisso para que a qualidade de vida das crianças, gestantes e famílias brasileiras tenha prioridade absoluta em todos os programas e ações dos governos'', explicou a coordenadora Nacional da Pastoral, Zilda Arns Neumann.
Todos os candidatos não apenas à presidência, mas também a governos do Estado, candidatos a senadores, deputados federais e estaduais foram convocados pela Pastoral para assinar o termo. Bivar foi o primeiro presidenciável a atender a convocação.


