O bispo da Diocese de Campo Mourão, D. Mauro Aparecido dos Santos, divulgou ontem à tarde uma nota pedindo a liberdade do prefeito cassado de Mariluz, padre licenciado Adelino Gonçalves (PMDB). A declaração do bispo foi divulgada cinco dias depois de padres da diocese também terem assinado um manifesto em solidariedade a Adelino.

D. Mauro afirma na nota que Adelino está sendo mantido preso, apesar de não estar presente qualquer dos motivos ensejadores da prisão preventiva. ''Isso é preocupante, pois se trata de um sacerdote que merece tratamento de cidadão ao amparo do princípio da presunção de inocência''.

Segundo o bispo, o padre tem direito à liberdade porque tem residência fixa, é primário e não representa ameaça à ordem pública ou à instituição processual. ''E, ao que consta, as provas são tênues e contraditórias'', afirma o bispo em outro trecho da nota oficial.

''Além do mais, está havendo excesso de prazo na formação da culpa, pois o processo está ainda na fase de oitiva de testemunhas'', cita D. Mauro. ''(...) é preciso ter em conta que o fato de manter-se o padre Adelino preso, quando a lei aconselha a sua soltura, poderá prejudicá-lo na apreciação do mérito da causa''.

D. Mauro frisa, no documento, que respeita a autoridade judiciária e que confia na justiça divina. ''Mas espero que a justiça terrena cumpra a sua parte, com que o verdadeiro culpado ou os verdadeiros culpados, serão devidamente responsabilizados''. Esta é a primeira vez que o bispo afirma publicamente que acredita na inocência de padre Adelino.

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