O ex-prefeito de Arapongas José Aparecido Bisca (PFL) deve ser inscrito na dívida ativa do município nos próximos dias. A Prefeitura recebeu esta semana uma intimação do Tribunal de Contas (TC) do Estado que determina a cobrança - via dívida ativa ou cobrança executiva judicial - de R$ 299.440,55 do ex-prefeito. Bisca foi responsabilizado em processo que tramitou no tribunal por irregularidades na aplicação de recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização (Fundef), durante mandato de 1997/2000.
''Estão fazendo de qualquer processo um estardalhaço pelo momento político. Estão usando questões que estamos esclarecendo no TC. Foi um equívoco nos documentos'', argumentou o ex-prefeito que disputa no dia 1º de outubro uma das 54 cadeiras da Assembléia Legislativa. ''Na época, a Secretaria de Educação era junto com a de Cultura. Teve um carimbo do Fundef sobre um documento da Cultura e isso gerou polêmica. No esclarecimento feito ao TC, ficou claro que excluídas as contas discutidas e que geraram polêmica, o índice de gastos com a educação foi cumprido conforme a lei. Isso está deixando de ser um assunto técnico. Estão transformando numa exploração em um momento eleitoral'', afirmou. De acordo com o ex-prefeito, a decisão do TC está sendo contestada em um pedido de rescisão - que não tem efeito suspensivo - e em três ações judiciais.
A candidatura de Bisca chegou a ser impugnada pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE). Ele conseguiu reverter a impugnação com base em uma liminar concedida pela 1 Vara da Fazenda Pública de Curitiba, suspendendo a resolução do TC que reprovou um convênio realizado entre a Companhia de Habitação do Paraná (Cohapar) e a Prefeitura de Arapongas, em 1998. No entendimento do TRE, como o processo ainda admite recursos contra a reprovação das contas, não há como declarar a inelegibilidade. ''A minha candidatura é sólida, firme e tem viabilidade'', declara Bisca.
Para conquistar o voto do eleitor, Bisca está trabalhando com três propostas principais: a aproximação do cidadão da região com o parlamentar; apoio ao agronegócio; e no projeto que viabiliza a construção de um metrô de superfície para o transporte de passageiros entre Londrina e Maringá. ''O deputado mais perto de você, quer dizer, vamos trabalhar dentro das atribuições do parlamentar de representar, defender, legislar e fiscalizar sempre voltado ao interesse do cidadão. Quero trabalhar para levantar o agronegócio, o setor produtivo, e o projeto do transporte coletivo conheci através de uma comissão do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) quando era prefeito. É um sistema de metrô de superfície com equipamentos de média velocidade, leve, confortável e de custo acessível. Seria um consórcio da iniciativa privada em que o Estado estaria incentivando'', relatou durante visita à Folha.

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