O prefeito de Arapongas, José Bisca (PDT), demitiu 168 servidores contratados sem concurso e extinguiu 28 funções. Foi o primeiro passo para enxugar a máquina administrativa. Bisca diz que assumiu a prefeitura com 1.600 funcionários, ‘‘mas ela funciona sem problemas com 1.200’’, diz o prefeito. Ele proibiu também as horas extras. ‘‘Muitos funcionários recebiam horas extras sem trabalhar, era um absurdo o que estava acontecendo aqui. Com essas medidas, vamos reduzir a folha de pagamento em quase R$ 70 mil’’.
Mais do que o inchaço da máquina, o que está preocupando o prefeito é a falta de informações e o desaparecimento de documentos da prefeitura. ‘‘Os arquivos dos computadores foram todos apagados. Ficamos sabendo que caminhões de documentos foram queimados e outros levados para casas particulares. Estamos apurando tudo isso e vamos responsabilizar os culpados’’. A Folha telefonou várias vezes para a casa do ex-prefeito Waldir Pugliese para que falasse sobre as denúncias, mas ele não foi encontrado.
Bisca contratou a empresa Embracom, de Curitiba, para fazer uma auditoria nas contas do município e saber o que realmente tem nas mãos. As primeiras informações levantadas pelos auditores não são nada animadoras. A frota de 80 veículos, na avaliação do prefeito, é deprimente: ‘‘Não dá para colocar 20 desses veículos na rua, teríamos vergonha da população’’.
A dívida herdada da administração anterior passa de R$ 10 milhões. R$ 4,6 milhões já venceram. O prefeito afirma que está tendo a colaboração dos fornecedores que ‘‘estão acreditando na administração’’. Diz, no entanto, que os fornecedores da administração anterior vão ter que ter paciência para receber.
‘‘O que nós vimos aqui foi um despropósito. Os últimos meses foram administrado com total irresponsabilidade. Eles chegaram ao ponto de levar embora até gavetas de mesas de diretores da prefeitura. Tudo isso vai ser apurado e levado ao conhecimento da comunidade’’, promete Bisca. (C.O.)

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