Brasília - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa hoje da assinatura do primeiro empréstimo do Banco Mundial (Bird) concedido ao atual governo, no valor de US$ 505 milhões. Lula e o presidente do banco, James Wolfensohn, se encontrarão às 9 horas, na Residência Oficial do Torto. O presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Enrique Iglesias, também estará presente. O dinheiro não será usado diretamente em investimentos sociais, mas reforçará as reservas cambiais do País.
De acordo com a assessoria do Bird, o objetivo do empréstimo é contribuir para a ''blindagem econômica'' necessária ao enfrentamento de variações cambiais. Com isso, o governo ganha fôlego para manter e ampliar programas nas áreas de saúde, educação e assistência social.
O empréstimo será liberado imediatamente e em uma única parcela. Com ele, o Bird premia avanços sociais do País, entre eles, a redução da mortalidade infantil e o aumento da taxa de matrículas no ensino fundamental, alcançados na gestão do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.
Mas, mais do que isso, a liberação demonstra o apoio do Bird aos programas do governo Lula, com ênfase ao Fome Zero. Em nota divulgada em fevereiro, quando o financiamento foi aprovado, o Bird elogiou as políticas sociais de Lula e Fernando Henrique. O texto destacava, entre outros pontos, ''o empenho do novo governo em continuar, melhorar e ampliar essas políticas sociais eficazes a fim de obter melhores resultados setoriais''.
O empréstimo será pago em dez anos. Convidado ao encontro na Granja do Torto, Iglesias deverá tratar com Lula sobre o destino de US$ 6 bilhões que o BID dispõe para emprestar ao Brasil até 2006. O encontro começará às 9 horas e será seguido da assinatura do financiamento do Bird, às 10 horas. Wolfensohn deve falar sobre a reunião no começo da tarde.
Ponta Porã - Lula conduziu ontem, durante seis minutos, uma colheitadeira de grãos de milho em Ponta Porã (MS). Os 3.000 kg que um técnico disse ter o presidente colhido vão se somar aos 15 mil que o assentamento Itamarati prometeu doar ao Fome Zero. Por R$ 500, o dono da máquina, o técnico Irineu de Paula, apostou com um amigo que faria Lula dirigir a colheitadeira.

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