BID se diz ''pronto'' a ajudar no projeto Fome Zero
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quinta-feira, 07 de novembro de 2002
Das Agências 
São Paulo - O BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) vai desembolsar US$ 1,5 bilhão em programas sociais, culturais, de combate à corrupção e à violência no Brasil no primeiro ano do governo do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva.
Além disso, como mostra do apoio do Banco ao acordo do Fundo Monetário Internacional (FMI) com o País, fechado em agosto, o BID também acertou com o governo Fernando Henrique Cardoso um adicional de US$ 1 milhão de ''empréstimo de desembolso rápido'' para ser usado exclusivamente em projetos sociais no ano que vem.
O encontro entre Lula e o presidente do BID, Enrique Iglesias estava previsto para ontem à noite. Ao ser questionado antes do encontro com Lula se o BID teria interesse em ajudar o Fome Zero, Iglesias disse: ''Definitivamente. Nós temos nossas projeções, estamos prontos a apoiar o novo governo, prioritariamente na área social''.
Hoje, entre os 26 países mutuários do BID, o Brasil é o que recebe maior volume de recursos. Atualmente, de acordo com a assessoria de imprensa da instituição, o Brasil tem uma carteira de 55 projetos em diversas áreas. No governo atual, o banco investiu cerca de US$ 5 bilhões em projetos.
Hoje, o presidente eleito fará uma exposição sobre o Programa Fome Zero no encontro que terá com um grupo de representantes da sociedade civil para discutir a formação do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, que funcionará como foro permanente do pacto social. O Fome Zero começará a funcionar já em janeiro e será a prioridade do governo em 2003, segundo lembrou ontem o porta-voz de Lula, André Singer.
O Conselho será criado formalmente só no ano que vem, após a posse de Lula. No entanto, já foi marcado esse primeiro encontro, no qual o presidente eleito pretende reafirmar sua disposição de criar um mecanismo de interlocução permanente com a sociedade civil e discutir como funcionará o Conselho, na prática.
Singer explicou que o Conselho será composto por entidades sindicais, empresários, organizações não-governamentais, representantes de movimentos sociais e personalidades. ''Não é um conselho político, é um conselho de discussão da própria sociedade'', disse o porta-voz.


