Curitiba - O ex-diretor-geral da Assembleia Legislativa (AL) do Paraná Abib Miguel, o Bibinho, voltou a ser preso no início da tarde de ontem pelo Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado (Gaeco), em Curitiba. Ele foi preso quando saía de um restaurante, próximo ao escritório que Bibinho mantém no Centro Cívico. O mandado de prisão preventiva foi expedido pela juíza Ângela Regina Ramina de Lucca, da 9 Vara Criminal de Curitiba, após um pedido feito pelo Gaeco. A alegação para que Bibinho fosse preso novamente foi de que ele estaria obstruindo a marcha processual, ou seja, atrapalhando o trâmite do processo. O ex-diretor-geral da AL foi encaminhado para a sede do Gaeco em Curitiba e, no fim da tarde, transferido para o Centro de Triagem 2, no Complexo Penitenciário de Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba.
Os dois processos criminais ao qual Bibinho responde ainda se encontram em fase inicial, quase dois anos depois de terem sido protocolados, de acordo com o coordenador do Gaeco, Leonir Batisti. Enquanto o processo dos demais réus acusados no esquema de desvio de dinheiro da AL está em fase de alegações finais, fase que precede a sentença judicial, os processos de Bibinho não tiveram mais nenhuma audiência marcada, desde que o ex-diretor-geral alegou problemas de sanidade mental, no ano passado. Foram necessários exames no Instituto Médico-Legal para provar que Bibinho tem, sim, condições de responder às acusações. Essa foi mais uma manobra utilizada para atrasar o caso, na avaliação de Batisti.
A defesa de Bibinho rebate. ''A única coisa que a defesa fez foi se defender, foi só isso'', afirma o advogado Eurolino dos Reis, que critica duramente a ação do Gaeco. A defesa deve entrar hoje com um pedido de habeas corpus para Bibinho no Tribunal de Justiça (TJ) do Paraná.
Bibinho é acusado de peculato, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e formação de quadrilha. Ele teria sido o comandante do esquema que desviava dinheiro público por meio da contratação de funcionários fantasmas na AL, enquanto ele foi diretor-geral da Casa. Os ex-diretores da AL José Ary Nassiff (administrativo) e Cláudio Marques da Silva (pessoal) também foram denunciados.
Ligação com Hermas Brandão
Imagens do circuito interno de câmeras do prédio em que Bibinho mantém um escritório mostram que, no período em que o ex-diretor da AL afirmou não estar em condições de responder às acusações, ele recebia diversas pessoas no local, normalmente. Entre elas, Bibinho aparece ao lado do ex-presidente da AL e hoje conselheiro do Tribunal de Contas do Estado Hermas Brandão. As imagens foram mostradas na edição do Paraná TV 2 edição da Rede Paranaense de Comunicação de ontem à noite.

mockup