Bibinho faz primeiro exame mental no IML
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sexta-feira, 14 de outubro de 2011
Luciana Cristo <br> Equipe da Folha 
Curitiba - Durou pouco mais de duas horas o primeiro exame psiquiátrico ao qual o ex-diretor geral da Assembleia Legislativa (AL) do Paraná Abib Miguel, o Bibinho, precisou se submeter por determinação judicial. O exame ocorreu na manhã de ontem na sede do Instituto Médico Legal (IML) de Curitiba. Bibinho entrou e saiu sem falar com a imprensa. Para tentar fugir do assédio dos repórteres, o ex-diretor da AL chegou ao local uma hora antes do previsto para começar o exame.
O procedimento do exame para casos como o de Bibinho passa por uma entrevista que é feita por um perito psiquiátrico e que pode ser acompanhada por um psiquiatra ou um psicólogo da acusação e da defesa. No caso de Bibinho, o Ministério Público do Paraná designou um profissional.
Do lado de fora do exame, o policiamento em torno do setor de psiquiatria forense do IML foi reforçado com dez policiais do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope). Na saída, o advogado de Bibinho, Eurolino Sechinel dos Reis, fez críticas ao Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), responsável pelas investigações que recaem sobre Bibinho, dizendo que foi feita pressão psicológica com os acusados no processo da AL.
Esse é o primeiro de três exames aos quais Bibinho é obrigado a comparecer até o fim do mês. Os próximos acontecem dias 19 e 28, com novas entrevistas para aprofundar a condição mental do ex-diretor da AL e para que não restem dúvidas sobre o processo. Depois do último exame, o perito do IML tem duas semanas - prorrogável por igual período - para concluir o laudo.
A comprovação do atual estado de sanidade mental de Bibinho se tornou necessária depois que a defesa dele apresentou à Justiça, em agosto, um atestado médico que afirma que ele está passando por um profundo stress e que não pode responder com clareza aos atos de sua vida cotidiana por causa de um ''episódio depressivo grave sem sintomas psicóticos''.
Por conta disso, a 9 Vara Criminal de Curitiba determinou a suspensão temporária dos dois processos judiciais nos quais Bibinho é réu. Ele é acusado de comandar esquemas de desvio de dinheiro público através da nomeação de funcionários laranjas e fantasmas na AL.


