Bezerra pretende
ampliar presença
do PMDB no governo
Agências Folha e Estado
De BrasíliaO senador Fernando Bezerra (PMDB-RN), líder do governo no Senado, prepara-se para assumir o novo Ministério de Integração Nacional sem saber o orçamento que vai administrar, quando será nomeado e onde ficará seu gabinete. ‘‘Aceitei porque é irrecusável ajudar o Brasil’’, disse.
Bezerra foi escolhido ministro 45 dias depois de FHC ter indicado o senador para a liderança. A confiança que Fernando Henrique tem no senador vem em grande parte do desempenho como parlamentar. Presidente da Confederação Nacional da Indústria, Bezerra terá de deixar o cargo e o Senado para assumir o ministério. Ele chegou ao Senado em 1994, como suplente de Garibaldi Alves, que se candidatou ao governo do Rio Grande do Norte. Em outubro, conseguiu o mandato por mais oito anos, com cerca de 540 mil votos. Foi sua estréia eleitoral, uma vez que ainda não havia disputado nenhum cargo eletivo.
Ele relatou propostas importantes para o governo, como as Leis de Patentes e Geral das Telecomunicações. Bezerra tem convivido bem com a equipe econômica, apesar de se opor à cobrança da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) e de não aceitar a parcimônia com a qual está sendo conduzida a reforma tributária.
O novo ministro defendeu a presença do PMDB no governo como ‘‘fundamental’’. ‘‘A saída do partido seria uma catástrofe. Além disso, o convite foi do presidente, mas seria muita ingenuidade achar que ele não iria levar em conta que sou do PMDB. Afinal, se eu não fosse do PMDB vocês acham que eu seria ministro?’’, perguntou aos jornalistas.
Bezerra tem a favor o fato de conviver bem até com a ala mais radical da oposição. Isso deve facilitar a convivência que terá com os governadores de oposição, como Olívio Dutra (RS), Ronaldo Lessa (AL) e Zeca do PT (MS).

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