Foram escolhidos ontem como líderes do governo no Congresso e no Senado, respectivamente, o senador Fernando Bezerra (PMDB-RN), presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), e o deputado Arthur Virgílio Neto (PSDB-AM). O presidente Fernando Henrique escolheu os líderes depois de seis meses de indefinição. Com isso, FHC tenta reorganizar a articulação política. O pouco entrosamento entre o Planalto e o Congresso foi a causa dos recentes desgastes que o governo vêm sofrendo, principalmente com a criação das CPIs dos Bancos e do Judiciário no Senado.
No Senado, a indicação de Bezerra foi comemorada entre os aliados. ‘‘Acho que o cargo ficou vago por muito tempo; por isso, eu mesmo já havia falado ao presidente sobre a necessidade urgente da escolha de um líder’’, comentou o presidente nacional do PFL, senador Jorge Bornhausen (SC). ‘‘Não vejo a existência de qualquer conflito entre a CNI e o governo; afinal, o senador Bezerra tem credibilidade’’, disse.
Apesar de ataques dentro da própria base, Virgílio Neto saiu ontem do Palácio do Planalto pregando um discurso conciliador. ‘‘O governo vai responder a todas as críticas sem meias verdades’’, disse. ‘‘Mas é preciso reagir e reforçar o contato com a sociedade civil’’, completou o deputado tucano, reconhecendo que existem falhas na defesa das ações do governo.
Segundo ele, a partir de agora, até os ataques da oposição criticando as viagens de ministros a Fernando de Noronha serão respondidos.

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