Bezerra assume em nome do PMDB
José Ramos
Agência Estado
De Brasília
O ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, afirmou ontem em seu discurso de posse que o ministério que lhe foi confiado está sendo confiado também a seu partido, o PMDB. Ele destacou a necessidade de usar instrumentos de desenvolvimento regional como suporte para a descentralização promovida pelas forças de mercado. O avanço da economia, segundo o ministro, depende da incorporação de novas áreas e regiões e da redução das disparidades inter e intra-regionais.
Quaisquer disputas, por mais legítimas que sejam, não podem pôr em perigo os princípios federativos, através de casuísmos ou soluções tópicas que não se lastreiam no apurado estudo da realidade que nos cerca, afirmou o ministro, que falou em nome dos demais empossados, o secretário-geral da Presidência, deputado Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), o secretário extraordinário do Desenvolvimento Urbano, Ovídio de Ângelis, e o secretário do Programa Comunidade Solidária, Osmar Gasparini Terra.
Mesmo sendo bastante concorrida e com boa parte dos convidados barrados por falta de espaço, a posse dos ministros foi marcada pela ausência de dois caciques políticos insatisfeitos com o governo: o presidente nacional do PMDB e líder do partido no Senado, Jáder Barbalho (PA), e o presidente do Congresso, senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA). Os políticos profissionais falam até quando não dizem nada, resumiu um importante líder do PFL.
Os dois caciques estavam no Brasil e não fizeram qualquer esforço pessoal para comparecer à solenidade, prestigiada pelas cúpula de poder do País: o presidente Fernando Henrique, o vice-presidente Marco Maciel, os presidentes da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), e do Supremo Tribunal Federal (STF), Carlos Veloso, todos os ministros do governo FHC e a nata dos parlamentares.
O presidente Fernando Henrique optou por não discursar e saiu logo do salão, que estava lotado. Os ministros foram então para o salão nobre, na entrada do Planalto, receber os cumprimentos dos convidados, ato que demorou mais que a cerimônia em si.





