Curitiba Um laudo da Polícia Federal apontou o doleiro londrinense Alberto Youssef como o maior movimentador de recursos na agência do Banestado em Nova York. Segundo notícia publicada na ''Folha de S.Paulo'' ontem, Youssef teria movimentado US$ 863,8 milhões na agência entre abril de 1996 e dezembro de 1997. A Polícia Federal suspeita que a maior parte desse dinheiro se origine de atividades ligadas ao crime organizado.
De acordo com a notícia, Youssef seria o procurador de duas empresas que tinham sua sede jurídica nas Ilhas Virgens Britânicas, um paraíso fiscal localizado no Caribe. Além de Youssef, os doleiros Silvio Roberto Anspach e Alexander Díogenes Ferreira Gomes, que atuavam em São Paulo e no Ceará respectivamente, também figuram como grandes movimentadores de recursos. A soma do dinheiro enviado pelos dois doleiros para o exterior chega a US$ 851,3 mil.
A notícia publicada na ''Folha de S.Paulo'' aponta a participação de Youssef em pelo menos quatro das 137 contas que tiveram maior movimentação na agência do Banestado no período. Youssef seria o procurador da June International Corporation, que movimentou US$ 662 milhões, e da Ranby International Corporation, que movimentou US$ 139,9 milhões. O doleiro seria também o procurador da conta de seu irmão, Elias Kalim Youssef, que enviou US$ 53,4 milhões ao exterior e de sua cunhada, Luzia Isabel Lopes Bazzo, que movimentou US$ 21,5 milhões.
Segundo o laudo da Polícia Federal, os doleiros enviavam os recursos para o exterior por contas CC-5 através de um programa de computador criado pela sede do Banestado em Curitiba. O programa permitia que dinheiro depositado em contas CC-5 em Foz do Iguaçu chegassem a Nova York e fosse remetido para paraísos fiscais em menos de 48 horas. (R.S.)

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