Beto vai a Brasília e engrossa apoio a Fachin
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segunda-feira, 11 de maio de 2015
Mariana Franco Ramos<br>Reportagem Local 
Curitiba - O governador Beto Richa (PSDB) deve participar hoje, ao lado de outras lideranças paranaenses, da sabatina de Luiz Edson Fachin na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. Indicado pela presidente Dilma Rousseff (PT) para o Supremo Tribunal Federal (STF), o jurista e professor de Direito, que apesar de gaúcho fez carreira no Paraná, depende da aprovação dos parlamentares para assumir a vaga deixada pelo ex-ministro Joaquim Barbosa, aposentado no ano passado.
Segundo a assessoria de imprensa do Palácio Iguaçu, Beto viajou na tarde de ontem a Joinville (SC), onde acompanharia o enterro do senador Luiz Henrique da Silveira (PMDB-SC), que morreu de infarto no domingo. De lá, pegaria um voo para Brasília, no começo da noite, acompanhado dos presidentes dos demais poderes Ademar Traiano (PSDB), da Assembleia Legislativa (AL), e Guilherme Luiz Gomes, do Tribunal de Justiça (TJ).
De acordo com o líder do governo na AL, Luiz Cláudio Romanelli (PMDB), o objetivo do grupo é desmistificar a ideia de que Fachin seria ligado ao PT. "Quem conhece o Fachin sabe muito bem que a militância dele é na área do Direito. Professor renomado, nunca fez política partidária e é uma das maiores inteligências jurídicas. Nós, paranaenses, temos essa obrigação (de defendê-lo) porque, se perdermos a chance de nomear um ministro do Supremo, nem daqui a 100 anos conseguiremos de novo", afirmou.
Até agora, senador lvaro Dias (PSDB-PR) foi o único tucano da Casa a se posicionar favoravelmente à indicação feita por Dilma. O PMDB, legenda que comanda tanto o Senado como a Câmara, também defendia outros nomes. Pesa contra Fachin, ainda, um parecer divulgado pelo peemedebista Ricardo Ferraço (ES), segundo o qual a atuação concomitante do professor como advogado e procurador do Estado entre 1990 e 2006 seria ilegal. O jurista chegou a divulgar vídeos na internet, rebatendo essa e outras acusações, as quais chama de falsas, como as de que seria "contra a família" e contra a propriedade privada.
DILMA E RENAN
Preocupada com uma possível derrota do governo na aprovação de Fachin para o STF, a presidente Dilma iria falar ontem pessoalmente com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). Ambos foram ao enterro ao senador Luiz Enrique e Dilma pretendia garantir que Renan não só não agirá contra a indicação como também ajudará na aprovação do nome do jurista. Outros senadores também foram convidados para fazer a viagem com a presidente.
Já o PSDB trocou os membros titulares que compõem a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) para garantir os votos contrários do partido na sabatina de Fachin. A decisão foi tomada após os senadores Aécio Neves (MG) e José Serra (SP), titulares da comissão, serem criticados por decidirem se ausentar da votação para viajar a Nova York e participar de uma homenagem ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Os dois serão substituídos por Aloysio Nunes (SP) e Cássio Cunha Lima (PB). (Com Agências)


