O vereador Beto Scaff se desfiliou do PDT, partido que integrava desde 2001. A carta de desfiliação foi entregue no diretório municipal na última sexta-feira.
Conforme o vereador, divergências no partido motivaram o desligamento. ''O que me fez ir para o PDT foi a candidatura do senador Alvaro Dias ao governo do Estado. Tínhamos um projeto de governo e com a saída dele do PSDB, entendi que deveria acompanhá-lo. Na verdade sempre tive divergências dentro do partido. Eu nunca me enquadrei no PDT de Londrina'', justificou.
Segundo Scaff, o processo de cobrança que corre na Comissão de Ética do diretório municipal, não interferiu na decisão. O vereador estaria devendo duas parcelas da contribuição partidária, de R$ 200 cada. ''Tenho discordado da contribuição partidária desde que eu entrei. Pedimos a revisão dos valores e pela forma que foi conduzido essa questão, criou descontentamento.''
O presidente do diretório municipal, o deputado estadual Homero Barbosa Neto, disse que o valor da contribuição foi definido em reunião com os quatro vereadores do partido. ''O valor estatutário da contribuição partidária é de 5% do salário, sem contar o aumento que os vereadores tiveram recentemente. Tentei evitar que isso se tornasse público. O desgaste é natural, mas a gente prefere ter um partido pequeno e coeso. Devido a esse tipo de problema que há seis meses a gente está patinando e não consegue avançar na reestruturação do partido'', disse Barbosa.
De acordo com o presidente da Comissão de Ética, Arlindo Barbosa, Scaff e os vereadores Jamil Janene e Henrique Barros, que também estariam em débito com o partido, teriam até o dia 26 para quitar as contribuições. ''Um deles, o Jamil, já procurou a tesouraria e o Henrique Barros disse que deverá vir para conversar. O Beto pediu o afastamento'', relatou. O processo na Comissão de Ética prevê desde uma advertência até a expulsão do partido.

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