Curitiba - ''Acredito que nós vamos reduzir a tarifa de ônibus em Londrina. Os primeiros números apontavam algo em torno de cinco centavos. Vamos esperar novos estudos, mas pode ficar perto disso'', confirmou ontem o prefeito de Londrina, Alexandre Kireeff (PSD), durante a cerimônia organizada pelo governador Beto Richa (PSDB) em Curitiba para sancionar a desoneração do diesel usado nos ônibus de cidades com mais de 140 mil habitantes.
Prefeitos das 21 cidades beneficiadas foram convidados para participar do ato de assinatura da lei de incentivo fiscal ao transporte. A renúncia fiscal, segundo o governador do Paraná, pode chegar a R$ 38 milhões em um ano. Kireeff confirmou que fez novo pedido à Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), para saber se há condições técnicas de o ''desconto'' ser repassado para a população.
A medida aprovada pela Assembleia Legislativa (AL) do Paraná motivou debates em plenário, pois deputados estaduais pediram que o benefício fosse estendido a mais cidades do Estado. O líder do governo na AL, Ademar Traiano (PSDB), manobrou a base aliada para manter a ''linha de corte'' nos 140 mil habitantes e membros da Região Metropolitana de Curitiba.
Se a tarifa for reduzida em cinco centavos, um cidadão que ande duas vezes por dia de ônibus economizará em um ano cerca de R$ 36,50 (menos que um botijão de gás, que na média custa R$ 40 em Londrina). ''Cinco centavos pesam no bolso do usuário'', defende Kireeff, para quem haveria um outro fator a ser considerado nesse cálculo. ''Pelo benefício vir em forma de renúncia fiscal, há mais um benefício, pois o dinheiro permanece em circulação. Estudos da Associação Comercial atestam que cada real em circulação via renúncia fiscal gera R$ 7 em negócios e serviços'', argumenta o prefeito.
Para o presidente da CMTU, Carlos Alberto Geirinhas, que também participou da solenidade em Curitiba, ainda ficaram algumas perguntas a serem esclarecidas antes que seja definida a redução na tarifa. ''Como vai ser na prática? Em que momento poderei contabilizar na planilha a isenção do imposto?'', questionou. Geirinhas evitou antecipar valores. (colaborou Edson Ferreira/Reportagem Local)

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