Beto Richa se articula para conseguir apoio do PDT
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sexta-feira, 16 de janeiro de 2004
Rodrigo Sais<br>Equipe da Folha 
Curitiba A decisão do PDT estadual de só lançar candidato à Prefeitura de Curitiba este ano caso tenha chances reais de vencer animou o vice-prefeito Beto Richa (PSDB), que pretende concorrer à sucessão do prefeito Cassio Taniguchi (PFL). Como o PDT não tem um nome forte na Capital, Beto analisou a decisão como uma possibilidade de receber o apoio dos pedetistas, uma vez que o presidente estadual do partido, senador Osmar Dias, já declarou que não fará alianças com o PT e o PMDB, que caminham para acordo em torno do deputado estadual Angelo Vanhoni (PT). Segundo as últimas pesquisas, o petista tem a preferência de 33% do eleitorado, e Beto teria o voto de 20% dos curitibanos.
Beto afirmou ontem, durante a posse da cúpula do Tribunal de Contas (TC), que a decisão do PDT estimulou a conversa com o partido de Osmar. O tucano sonha com a formação de uma ampla rede de alianças para enfrentar Vanhoni, que, por sua vez, busca partidos que façam oposição ao atual prefeito para emplacar sua eleição. ''Sem dúvida a decisão do PDT facilitou as conversas. Podemos agora discutir em torno de algo mais concreto'', sinalizou Beto.
Apesar de mostrar-se feliz com a possibilidade de apoio do PDT, Beto prefere não discutir a exigência de Osmar para concretizar a aliança: que os dois partidos andem juntos em 2006, quando Osmar tem chances de disputar o governo estadual. ''Essa já é uma discussão que tem que ser levada para todo o partido. Ainda temos muito tempo para debater esse assunto'', desconversou Beto.
De forma velada, o tucano mostrou descontentamento com o PFL, que tem os vereadores Osmar Bertoldi e Fábio Camargo disputando a pré-candidatura à sucessão de Cassio. Apesar de muitos acreditaram que Bertoldi não será efetivamente candidato, buscando apenas se fortalecer para se reeleger e depois disputar uma vaga na Assembléia em 2006, Beto afirma que as conversas com o PFL esfriaram com o lançamento da pré-candidatura.
Cassio minimizou o suposto distanciamento entre PSDB e PFL. Sem querer adiantar quem apoiará na sua sucessão, o prefeito lembrou que o surgimento de pré-candidatos de todos os partidos é algo normal no processo eleitoral. ''O PFL vai tomar uma decisão em relação a candidatura própria ou alianças apenas em abril ou maio. Vários nomes excelentes têm surgido, mas vamos basear a decisão final na chance de ganhar as eleições'', afirmou o prefeito.


