Beto Richa promete combater invasões de terra
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segunda-feira, 19 de julho de 2010
Maigue Gueths<br>Equipe da Folha 
Curitiba - O candidato ao governo do Estado Beto Richa (PSDB) surpreendeu, ontem de manhã, ao falar para uma plateia composta de produtores rurais, ligados à Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep), público teoricamente mais identificado com o candidato Osmar Dias (PDT). ''O Paraná não precisa de um especialista em uma área. O Paraná é um conjunto de fatores, precisa é de um especialista como gestor público, até porque todo mundo sabe o que fazer em cada área. As propostas de campanha se diferenciam minimamente, a grande questão é como fazer tudo isso, haja vista que a capacidade de investimento do Paraná está muito reduzida'', disse.
De acordo com ele, o Paraná é o 18º em volume de recursos investidos e está entre os nove Estados do país que reduziram sua capacidade de investimento. ''Então, como fazer todas as transformações que todos os setores aguardam?'', questionou, respondendo em seguida que, para isso, é preciso melhorar os gastos públicos, reduzir os desperdícios e dar um choque de gestão.
Ao falar sobre suas posições sobre temas como o Movimento dos Sem Terra (MST) e Reforma Agrária, Beto arrancou palmas da plateia. ''Defendo firmemente o direito de propriedade, sou contra invasões de terra e vou obedecer os mandados de reintegração de posse'', disse o candidato, para alívio dos produtores, que durante todo o governo Requião (PMDB) queixaram-se do não cumprimento desse tipo de decisão judicial. Beto, no entanto, disse concordar com uma reforma agrária, que venha apoiar a regularização e titularização de áreas, bem como da emancipação dos assentados.
Beto se comprometeu com os agricultores a contemplar em seu programa de governo todas as propostas de competência do Estado contidas no ''Plano Diretor para o Agronegócio do Paraná'' elaborada pela Faep e entregue aos candidatos. Entre as propostas, está a criação de uma Agência de Desenvolvimento do Agronegócio, que prevê que o Estado seja o indutor de projetos e programas e a iniciativa privada o executor.
Segundo o tucano, um dos pontos do documento que chama a atenção é a perda de dinamismo do setor por causa dos gargalos de infraestrutura, e aproveitou para criticar a atual situação do Porto de Paranaguá e das tarifas de pedágio nas estradas. ''Como é que o governo ía chegar a um entendimento se nunca houve diálogo. Ele só dizia que ou o pedágio baixava ou ele acabava com o pedágio. Pois bem, não acabou, ao contrário, acabou implementando mais uma praça na Lapa'', alfinetou.


