Em rápida visita à Arapongas (Norte), o governador Beto Richa (PSDB) voltou a se comprometer com os investimentos no estado após o encerramento da moratória no final do mês, período que defendeu como respaldado por lei e fundamental para ''colocar a casa em ordem''. ''Daqui para frente vida normal e cada vez mais recuperando as finanças do estado para aplicar nas áreas essenciais'', disse, ressaltando que entre as prioridades está a sa© úde, que sofre com a falta de recursos e estrutura, além da segurança pública. ''É inadmissível que o Paraná tenha índices de criminalidade e violência maiores que estados como São Paulo e Rio de Janeiro'', avalia o governador.
Apesar de o secretário de Infraestrutura e Logística do Paraná, José Richa Filho, ter anunciado em entrevista à FOLHA que o problema da PR-445 ainda está sendo estudado e pode ser resolvido apenas paliativamente, o governador garantiu a duplicação da rodovia. ''Esta é uma das prioridades. Tão logo isso seja possível, vamos proceder com a execução dessa obra'', afirmou, mas sem precisar datas. O discurso também seguiu o tom sobre a construção do viaduto na mesma rodovia, essencial para os moradores do Jamile Dequech (Zona Sul). ''Herdamos muitas dívidas sem previsão orçamentária; este é o problema.''
Questionado sobre o caos na saúde que o Norte do Paraná vive atualmente, como fechamento de unidades, superlotação e falta de profissionais, o governador disse que este não é um problema isolado, mas de todo o estado. ''Em todas as regiões iremos encontrar problemas seríssimos. Isso indica que nosso trabalho será árduo para recompor a situação extremamente precária da sa© úde de que os paranaeneses estão sofrendo com a ausência que houve do Governo do Estado.'' Segundo ele, aprovados em concursos em anos anteriores devem ser chamados brevemente para aumentar o quadro de profissionais da saúde.
Ainda durante a visita, Beto também garantiu que o Governo será parceiro na questão do ILS ao aeroporto de Londrina - aparelho que auxilia pousos e decolagens - apesar de a Infraero argumentar que esbarra em medidas estaduais para a desapropriação. ''É um compromisso inadiável. Este problema penaliza a população e traz prejuízos econômicos sensíveis para toda essa região. Precisamos, porém estudar juntos se há projetos, se estão prontos. O Governo do Estado será, inclusive, parceiro de cobrança para que essas obras aconteçam em curto espaço de tempo'', defendeu.
Frente aos desastres no litoral, o governador diz que esta deve ser uma preocupação frequente de todos administradores. ''Temos de tirar exemplo de tudo que está acontecendo e tornar, principalmente, as leis mais rigorosas de ocupação do solo evitando o uso de forma irregular'', comenta acrescentando que além do Gabinete de Emergência, criado para esta situação pontual, pretende implantar uma estrutura permanente de prevenção a desastres de origem climáticas.

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