Curitiba - O prefeito de Curitiba, Beto Richa (PSDB), enalteceu ontem a criação de uma ampla frente de oposições para apresentação de um programa social, econômico e político para o Estado do Paraná. Richa apóia uma ampla coligação ainda no primeiro turno, mas evita falar em nomes. Até porque o senador Alvaro Dias, que perdeu a convenção para a presidência do PSDB, ainda tenta viabilizar a candidatura dele para o governo do Estado nas eleições do ano que vem. ''É cedo para falar em nomes. Temos que cultivar essa disposição que os partidos têm de conversar e de formar um projeto para o Estado. Acho que o nome é secundário e virá depois, na avaliação de quem tem as melhores condições para agregar votos'', disse o prefeito.
Entretanto, Richa não deixou de elogiar o potencial eleitoral de Osmar Dias, apontado como uma das maiores lideranças do Paraná. ''Osmar é um grande nome e com grande potencial. Agora, com a proximidade das eleições, os entendimentos vão acontecer e a preferência do eleitorado vai aparecer'', disse ele. Osmar também não se fez de rogado. Ele, que já poderia ter sido candidato ao governo do Estado nas últimas eleições mas foi impedido pela candidatura do irmão Alvaro Dias (PSDB), enfatizou que apenas uma grande aliança poderia ''traduzir em força eleitoral respeitável'' para o ano que vem.
''A gente precisa aprender a lição das urnas. Não adianta apenas acreditar em pesquisas eleitorais que nem estão sendo registradas. Temos que ter sobriedade e preparo para percebermos que a rejeição pode ser um determinante de vitória ou derrota'', ponderou ele, respondendo as críticas de que ele teria apoio empresarial e político, mas não eleitoral. Mesmo que saia derrotado nas eleições do ano que vem, Osmar Dias não perde mandato. Ele é senador até 2010. (L.P.)

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