O candidato do PSDB ao governo do Estado, Beto Richa, participou ontem do sétimo debate da série promovida pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), com os candidatos ao Palácio Iguaçu. Assistido por cerca de 80 cabos eleitorais, misturados a poucos estudantes e funcionários, Beto utilizou os 40 minutos iniciais para expor os principais pontos do seu programa de governo. Em seguida, foi submetido a uma série de perguntas, a maioria sobre a coligação e o apoio do PFL, partido do governador Jaime Lerner.
''Não sou o candidato do governo. Eu tenho o apoio do governo'', respondeu Beto à pergunta da estudante de jornalismo, Ana Laura Azevedo. ''Ele não respondeu nenhuma das perguntas. Acho que foi produtivo o debate para a gente saber qual é a dele. É sintomático não responder'', criticou.
O tucano defendeu o apoio de Lerner, negando que a impopularidade dele possa prejudicar a sua campanha. Beto também criticou os dois principais concorrentes ao governo, Alvaro Dias (PDT) e Roberto Requião (PMDB), pelo ''nível'' da campanha. ''Eles estavam na guerra do leite, para ver quem é que dava mais leite em troca do voto do eleitor. E agora estão na guerra do diabo, para ver se foi dito ou não se um determinado candidato faz coligação com o diabo.''
Conforme Beto, os números das pesquisas que apontam Alvaro e Requião no segundo turno são ''contraditórios''. ''Tenho índices muito maiores do que esses, temos pesquisas internas que apontam isso.''
Dos principais candidatos, apenas Alvaro não foi sabatinado. Ele iria debater em agosto, mas cancelou e não marcou nova data.

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