Beto Richa e polêmica marcam retorno da Câmara
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segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008
Andréa Lombardo<br>Equipe da Folha 
Curitiba - A Câmara Municipal de Curitiba retomou, ontem, suas atividades, em uma sessão em que o prefeito Beto Richa (PSDB) fez uma prestação de contas de seus três anos de mandato. Os trabalhos, de fato, no Legislativo, começam hoje, quando está prevista a votação, em primeira discussão, das contas do ex-prefeito Rafael Greca (PMDB) e atual pré-candidato à Prefeitura de Curitiba, referentes ao exercício de 1996. O segundo turno de votação está previsto para amanhã.
O presidente da Câmara de Curitiba, vereador João Cláudio Derosso (PSDB), disse que a matéria de 12 anos atrás voltará a ser apreciada pelo Legislativo, depois de passar por análise do Tribunal de Contas do Estado (TCE), que aprovou a prestação de contas do Executivo e dos fundos municipais e desaprovou as contas do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano (Ippuc) e da Fundação Cultural de Curitiba (FCC).
As contas do exercício financeiro de 1996 chegaram na Câmara no ano passado e estavam sendo analisadas pela Comissão de Economia e Finanças (CEF), que seguiu o parecer do TCE. Por isso, só entraram na pauta do Plenário, agora, justificou Derosso, rebatendo a afirmação de Greca a uma emissora de rádio de que a votação, em ano eleitoral, teria interesse de prejudicá-lo politicamente. Nas votações de hoje e amanhã, os vereadores decidirão se aceitam ou não o parecer da CEF.
As atenções dos vereadores e outras autoridades municipais que participaram da abertura dos trabalhos na Câmara, ontem, foram todas voltadas ao prefeito Beto Richa. Ele falou dos investimentos, que chegaram em 2007 à cifra de R$ 300 milhões e da redução da dívida da prefeitura de R$ 518 milhões para R$ 356 milhões, o que teria dado fôlego ao município para investir e financiar obras.
Richa foi aplaudido em vários momentos de seu discurso, mas o que causou mais alvoroço foi a afirmação de que nem mesmo o rompimento com o governo do Estado atrapalhou o andamento de obras de pavimentação e revitalização de importantes artérias da cidade, que, segundo ele, deveriam ser financiadas pelo Estado. ''A quebra do compromisso não nos deixou em apuros, pois a prefeitura está cumprindo a palavra empenhada junto ao povo desta cidade e as obras já começaram'', afirmou o prefeito.
O vereador André Passos (PT), que junto de outros três vereadores integra a bancada de oposição na Câmara, concordou que Curitiba tem melhorado em várias áreas, mas disse que esses avanços seriam reflexo da ''mudança na política social'' do governo Lula. Para ele, o município ainda precisa investir em ''material humano'', pois apesar de ter um quadro de servidores qualificado há áreas deficitárias como a saúde, que, segundo o vereador, precisa de mais médicos especialistas. ''Aprovamos as boas ações do Executivo, mas continuamos com nossa independência crítica'', acrescentou.


