Imagem ilustrativa da imagem Beto Richa e mais 12 são réus na Radiopatrulha
| Foto: AEN/Divulgação



O ex-governador Beto Richa (PSDB), o irmão, Pepe, e mais 11 pessoas viraram réus na Operação Radiopatrulha, deflagrada em setembro pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), que investiga suposto esquema de corrupção no Programa Patrulhas do Campo, do governo estadual.

O juiz da 13ª Vara Criminal em Curitiba, Fernando Fischer, acatou a denúncia dos promotores. Ele argumentou nos autos que entre as provas que indicam a participação de Beto Richa no esquema está a conversa dele com o delator Tony Garcia em que teria acertado o recebimento de propina para direcionar o processo licitatório com as empresas responsáveis pela compra de maquinário e execução de obras em estradas rurais.

Em setembro, quando ocorreu a Operação Radiopatrulha, Beto Richa, Pepe (ex-secretário de Infraestrutura e Logística) e a esposa do ex-governador, Fernanda Richa, além de outros denunciados, chegaram a ser presos temporariamente, e depois que tiveram a pena convertida em prisão preventiva, o ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes determinou a soltura de todos os investigados. Entre os réus na ação estão ainda o primo de Beto Richa, Abi Antoun, e outros dois membros do governo Richa, Deonilson Roldo e Ezequias Moreira.

As defesas de Beto, Pepe, Roldo e Moreira disseram à RPC TV que se manifestarão somente no processo, enquanto a defesa de Abi Antoun afirmou ser temerária a aceitação da denúncia baseada em depoimentos de um réu confesso da Justiça.

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