O PTB formalizou ontem em Curitiba a indicação do deputado estadual Beto Richa (PTB) como o candidato vice-prefeito na chapa do candidato à reeleição Cassio Taniguchi (PFL). A oficialização da candidatura de Beto sela a coligação de 12 partidos (PFL, PTB, PSB, PL, PSD, PSC, PSL, PST, PRP, PT do B, PSDC e PTN) para a eleição majoritária. ‘‘Vamos ocupar espaços estratégicos na administração municipal e não quero fazer do cargo de vice-prefeito uma figura meramente decorativa’’, discursou o deputado estadual.
Beto afirmou que o PTB ‘‘nunca’’ se arrependeu das outras coligações que fez com o grupo lernerista, como nas duas últimas eleições para governador, e na eleição municipal de Curitiba. ‘‘Nossos adversários são comuns’’, salientou. Beto e Taniguchi apostam que vão vencer a eleição no primeiro turno.
O governador Jaime Lerner (PFL), acompanhado de alguns secretários de Estado e de deputados estaduais do PTB e do PFL, participou da breve solenidade que homologou a coligação entre os dois partidos. ‘‘Esta aliança representa o sonho de mudanças permanentes e a nossa campanha será fundamental para o futuro de Curitiba’’, afirmou Lerner, que elogiou a ‘‘preocupação social’’ de Beto.
Bastante à vontade, o governador só mostrou um aparente desconforto quando o presidente nacional do PTB, o deputado federal José Carlos Martinez afirmou ‘‘ter certeza’’ de que Beto ocuparia o cargo de prefeito por ‘‘dois anos e pouco’’. Martinez se referia a possibilidade de Taniguchi ser o candidato do PFL ao governo do Paraná em 2002. Ao ouvir o comentário, o atual prefeito de Curitiba sorriu. Lerner ficou sério. Na saída da sede do diretório do PTB o governador não quis comentar a declaração de Martinez. ‘‘Essa pergunta tem que ser feita para o Cassio’’, disse. ‘‘Estou empenhado na minha reeleição’’, respondeu, depois, Taniguchi.
Martinez afirmou que o acordo entre o PTB e o PFL pode se repetir em 2002 e que isso ‘‘é de interesse do prefeito’’. O presidente nacional do PTB assegurou que a escolha de Beto foi consenso no partido. Também disputavam a indicação os deputados estaduais Carlos Simões e Ricardo Chab.
‘‘Todos os três têm qualificações diferentes. O Beto tem mais tráfego entre os jovens e universitários, além de sua constante preocupação com a área social e com os direitos humanos’’, elogiou. Ao se referir às candidaturas dos irmãos do senador Roberto Requião – Eduardo (PDT) e Maurício (PMDB) – Martinez afirmou que a coligação PTB-PFL ‘‘fechou as portas para o passado triste que não vai voltar mais à cidade.’’
Sobre a ‘‘participação efetiva’’ na administração de Taniguchi, Martinez confirmou que o PTB vai indicar nomes de seus quadros para ocupar secretarias. ‘‘Não há preferência por nenhuma delas. O Cassio e o Beto terão liberdade para estudar os currículos das pessoas que serão indicadas. Se a administração municipal for bem, o PTB também vai bem’’, analisou.

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