Beto Richa declara moratória de 90 dias
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terça-feira, 04 de janeiro de 2011
Catarina Scortecci<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Em seu primeiro dia de trabalho depois da posse no cargo de governador do Estado, Beto Richa (PSDB) anunciou uma moratória, que pode durar até 90 dias. A mesma medida foi adotada em 2003 pelo então governador do Estado Roberto Requião (PMDB), que entrava no lugar do seu adversário político Jaime Lerner. Hoje, Beto deve anunciar os detalhes da medida logo após uma reunião marcada para as 7 horas com todo o primeiro escalão.
Ontem, coube ao novo secretário-chefe da Casa Civil, Durval Amaral, falar com a imprensa sobre o assunto. Ele confirmou que estão suspensos todos os pagamentos do Estado a fornecedores, com exceção daqueles vinculados a contratos nas áreas da saúde, educação, segurança pública e promoção social.
''É uma medida preventiva, de austeridade e de respeito ao erário público. Mas amanhã (hoje) falaremos do alcance total da medida'', afirmou Durval, durante uma rápida entrevista à imprensa, no Palácio das Araucárias. Questionado sobre quanto tempo deve durar a moratória, Durval disse que a suspensão permanecerá ''o tempo que for necessário'', mas o prazo de até 90 dias será uma referência.
A moratória será acompanhada por uma auditoria interna. ''Vamos analisar o mérito dos gastos, o motivo do comprometimento'', disse o secretário-chefe da Casa Civil. No final do ano passado, a assinatura de contratos pelo então governador do Estado, Orlando Pessuti (PMDB), foi alvo de críticas dos aliados de Beto na Assembleia Legislativa.
Durval disse ainda que a auditoria interna servirá também para a administração detectar o que poderá ser reduzido na área de custeio. Em seu discurso de posse, no último sábado, Beto confirmou a meta de reduzir em 15% os gastos de custeio.
Ontem, em seu primeiro dia de trabalho no Palácio das Arucárias, Beto participou, pela manhã, da posse de alguns secretários de Estado. No período da tarde de ontem, Beto ainda teve uma reunião com o secretário de Segurança Pública, Reinaldo de Almeida Cesar, e, em seguida, com o secretário da Saúde, Michele Caputo Neto.


