Beto Richa confirma Rossoni na Casa Civil
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segunda-feira, 14 de março de 2016
Mariana Franco Ramos<br>Reportagem Local 
Curitiba O governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), deve aproveitar a janela partidária para fazer ao menos quatro mudanças em seu secretariado. A primeira delas foi oficializada ontem: Valdir Rossoni (PSDB) assumirá a Casa Civil, no lugar de Eduardo Sciarra (PSD), que a princípio ficará sem cargo, uma vez que não se candidatou nas eleições de 2014, justamente para coordenar a campanha de Beto. A posse acontece na próxima segunda-feira, às 10 horas. As outras trocas não têm prazo certo para ocorrer. Por enquanto, a assessoria de imprensa do Palácio Iguaçu não comenta os nomes especulados, nem o número de alterações no primeiro escalão.
É certo, porém, que Ricardo Barros (PP) ocupará a pasta do Planejamento, em substituição ao seu irmão, Sílvio Barros (sem partido), que é pré-candidato à Prefeitura de Maringá (Norte). Vice-líder do governo Dilma Rousseff (PT) na Câmara, o deputado federal confirmou o convite ontem, em visita à Assembleia Legislativa (AL). A chegada dele fortalece sua esposa, a vice-governadora Cida Borghetti (PP), no embate interno com Ratinho Jr. (PSD). Ambos sonham em concorrer ao governo do Estado em 2018.
"O prazo de desincompatibilização é 2 de julho, mas ele (Sílvio) poderá antecipar, se for da conveniência do governo. Vamos aguardar e avaliar essa questão", disse o pepista. O político foi taxativo ao afirmar a disposição de Cida em concorrer daqui a dois anos. "A eleição de 2018 se constrói agora, nas eleições municipais. Por isso, que a vice-governadora filiou-se ao PP (estava antes no Pros) e disputará o governo em qualquer hipótese."
DANÇA DAS CADEIRAS
Nos bastidores, comenta-se ainda que Artagão Jr. (PMDB) será o novo secretário de Justiça e Reinhold Stephanes (PSD) o de Administração. Saem Leonildo de Souza Grota e Dinorah Nogara, respectivamente. A dança das cadeiras trará reflexo direto na Assembleia e na Câmara, já que a maioria dos cotados exerce hoje mandato. No Legislativo estadual, o primeiro suplente da coligação é Stephanes Jr. (PMDB).
Em Brasília, por sua vez, há cinco parlamentares na fila: Osmar Bertoldi (DEM), o próprio Reinhold, Nelson Padovani (PSC), Paulo Martins (PSC) e Professor Sérgio (PSC). "Todos vão assumir em um breve período", contou Barros. O comentário vale até mesmo para Bertoldi, que está preso desde 25 de fevereiro, suspeito de ter agredido a ex-companheira, Tatiane Bittencourt. Como não foi condenado em última instância, o parlamentar pode ser empossado normalmente, gerando uma saia justa entre os apoiadores de Beto.


