Beto Richa cobra investimentos
PUBLICAÇÃO
sábado, 16 de abril de 2011
Marian Trigueiros <br> Reportagem Local 
O Governador Beto Richa não perdeu a oportunidade de cobrar a votação do Código Florestal, bem como investimentos ao Estado, durante a visita do presidente em exercício Michel Temer à ExpoLondrina. ''O Paraná é o maior produtor de grãos do Brasil e sabemos das dificuldades do agricultor. Metade deles está na ilegalidade, por isso, esperamos a conclusão do Código'', disse, completando que caso haja algum ponto que não seja favorável ao Paraná, existe a possibilidade da criação de uma nova lei estadual.
Beto enalteceu os atributos naturais do Estado e reafirmou que os produtores locais nunca se negaram a respeitar a natureza. ''É importante, contudo, haver intermediações para não ocorrer radicalismos. Temos que pensar de forma que o desenvolvimento econômico e a preservação do meio ambiente sejam mantidas.''
Ainda sobre este tema, o governador pediu a ajuda do Governo Federal para investimentos em infraestrutura e principalmente na diminuição das tarifas de pedágio nas rodovias de integração que são pedagiadas. ''Precisamos também duplicar essas rodovias'', completou.
Ministro da Agricultura
Na mesma visita, o Ministro da Agricultura Wagner Rossi manteve o discurso sobre a importância do Código Florestal e sua votação, ao mesmo tempo em que explicou o uso da denominação de ''aloprados'' a alguns que se colocaram contrários ao texto. ''Quando disse isso, me referia ao início de discussão, que foi inadequado. As pessoas estavam falando sobre um parecer sem nunca o terem lido. Quando se debruçaram, viram que era algo sério, com base científica e as convergências foram se construindo.''
Para ele, a discussão e as diferenças em torno do assunto foram superadas. ''Havia uma questão de detalhamento, uma tecnicalidade aqui ou ali, que foram enfrentadas. Posso garantir que se o Código for a votos, será por alguma questão pontual decorrente de grupos com visão radical sobre o tema.'' Mas, segundo ele, os ambientalistas podem se dar por satisfeitos. ''Posso garantir que é absolutamente aceitável do ponto de vista da agricultura, já que há eliminação quase completa de qualquer destruição de áreas florestais'', argumentou o ministro.


