Sob o argumento de "estreitar a parceria com Londrina", o governador Beto Richa (PSDB) cumpriu agenda ontem na cidade, onde foi recebido pelo prefeito Alexandre Kireeff (PSD), no gabinete, em encontro fechado aos jornalistas. A visita, cercada por forte de esquema de segurança no prédio do Executivo, não teve uma pauta específica e marcou a segunda passagem do tucano por Londrina no ano. No primeiro semestre, o governador esteve no Parque Ney Braga, durante a Exposição Agropecuária e Industrial de Londrina.
Embora tenha reconhecido, durante entrevista à imprensa, que as medidas econômicas adotadas no início do mandato tenham lhe custado "muito caro", quando "coloquei meu patrimônio político em risco", Beto atribuiu à agenda administrativa a redução das viagens pelo interior do Estado. "Este ano eu me dediquei a fazer o ajuste fiscal. Se vocês observarem bem, no primeiro ano do meu primeiro mandato eu também me dediquei a fazer o planejamento do Estado, a encontrar fontes de recursos e é o que fizemos nesse momento de recessão. Hoje somos o único Estado que teve uma evolução positiva na receita", justificou.
Questionado sobre o baixo índice de popularidade em Londrina – conforme a pesquisa do Instituto Multicultural, divulgada pela FOLHA e Rádio Paiquerê AM, 62,3% consideram a administração ruim ou péssima –, Beto falou em "síndrome do segundo mandato". "Em segundos mandatos isso é uma coisa que às vezes acontece. Alguns colocam como a síndrome do segundo mandato. Foram as medidas de ajuste fiscal, sem dúvida alguma, mexemos em alguns impostos que estavam defasados, como IPVA e ICMS, mas o resultado está aí e todos hoje podemos comemorar a situação financeira do Paraná."
Enquanto Beto e Kireeff conversavam, o Tribunal de Contas (TC) do Paraná julgava as contas do Executivo referentes a 2014, que acabaram sendo aprovadas (leia mais nesta edição). Mesmo com a recomendação do Ministério Público de Contas (MPC), que era pela reprovação, o governador mostrou tranquilidade. "Fizemos tudo dentro da lei, com absoluta transparência."
Após a reunião com o governador, Kireeff resumiu. "Tratamos de várias questões como o possível contrato com a Sanepar e tratativas já acordadas com a Secretaria Estadual de Infraestrutura e Logística a respeito das obras de duplicação da PR-445, entre outros assuntos", sem dar mais detalhes.
Depois da agenda com o prefeito, Beto Richa encerrou o dia em visita à FOLHA, onde foi recebido pelo superintendente do Grupo Folha de Comunicação, Nicolás Mejía, que lhe presenteou com o livro "Região Metropolitana de Londrina, Pioneirismo e Desenvolvimento", produção da FOLHA, que será lançado no próximo dia 4.

Beto reconhece que medidas econômicas 'custaram caro'
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