Beto passeia com candidatos ao governo sem formalizar apoio
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quinta-feira, 20 de julho de 2006
Andréa Bordinhão<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Depois de passar a tarde de ontem com o governador Roberto Requião (PMDB), candidato à reeleição, visitando obras realizadas em parceria pelos dois governos, amanhã o prefeito de Curitiba, Beto Richa (PSDB), deve estar ao lado do candidato ao governo do Estado pelo PDT, Osmar Dias, visitando um mutirão realizado pela prefeitura em um bairro da Capital. Ontem, ao lado do deputado Hermas Brandão (PSDB), candidato sub judice a vice-governador na chapa do PMDB, Requião salientou a importância da parceria dos dois governos e provocou seus adversários ao ressaltar que, na última quarta-feira, quando esteve em Cascavel, prefeitos de diversos partidos, incluindo dos seus concorrentes, assinaram um manifesto de apoio à sua candidatura. Já Richa reafirmou que ainda não decidiu pelo apoio formal a nenhum candidato.
''Ontem (quarta-feira) em Cascavel fizemos reuniões com prefeitos de três ou quatro associações, eram 100 prefeitos e 91 assinaram um manifesto de apoio e gravaram na televisão um discurso de apoio dizendo por que estavam conosco. E eram dos mais variados partidos. Do PT, passando por todos os outros partidos, do PSB, pelo PDT, PMDB, PPS'', afirmou Requião. O governador e o prefeito visitaram ontem o Educandário de Santa Felicidade, o Hospital Pequeno Príncipe e a Unidade de Saúde da CIC. As vistorias foram administrativas e Richa salientou que ''por enquanto está apenas na campanha à Presidência de Geraldo Alckmin (PSDB)'' e que vai esperar a decisão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) sobre a validade da coligação PSDB/PMDB para se posicionar. ''Depois da decisão do TRE vamos reunir os companheiros e decidir que rumo tomar.''
Amanhã Richa deve estar ao lado de Osmar em outra visita que, segundo a assessoria da prefeitura, também tem cunho administrativo. A prefeitura informou que, ''como sempre acontece, vários políticos foram convidados para a visita ao mutirão, que é realizado mensalmente em um bairro de Curitiba.'' Portanto, Osmar teria sido convidado como senador e não como candidato ao governo do Estado. Entretanto, nenhum outro candidato ao governo com cargo legislativo ou executivo foi chamado. ''Fui convidado para acompanhar o Beto em uma visita administrativa. Não significa que ele está engajado na minha campanha. Hoje (ontem) ele fez visitas com o Requião. O engajamento se dá com uma manifestação pública e eu desejo esta manifestação'', afirmou o candidato do PDT.
Uma ala do PSDB deseja que o prefeito de Curitiba apóie Osmar ao governo do Estado. Mas isso só poderia acontecer se a coligação entre PSDB e PMDB, decidida na convenção tucana no último dia 29 de junho, fosse anulada. A executiva nacional do PSDB pediu a anulação e cabe ao TRE julgar. Mas, mesmo sem uma decisão oficial, os tucanos favoráveis à coligação, como Brandão, estão em plena campanha ao lado de Requião. ''Amanhã (hoje) vamos estar em Maringá reunidos também com os prefeitos da região. Estamos em campanha. Não sinto dificuldade nenhuma porque a convenção é o poder central do partido. A convenção é que decide, como decidiu. Só não estão satisfeitos aqueles que se dizem democratas e não são'', disse Brandão.


