Beto nega que trocas na Sefa tenham ligação com dívida
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terça-feira, 11 de março de 2014
Mariana Franco Ramos<br>Reportagem Local 
Curitiba - O governador Beto Richa (PSDB) negou ontem que a segunda troca no comando da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefa) em pouco mais de cinco meses tenha sido motivada pelas declarações dadas pela atual chefe da pasta, Jozélia Nogueira, durante a prestação de contas do terceiro quadrimestre de 2013 na Assembleia Legislativa (AL). No último dia 24, a procuradora confirmou que a dívida do Estado com fornecedores já ultrapassava R$ 1,1 bilhão, situação que a deixava "muito mal". O diretor financeiro da Companhia de Energia do Paraná (Copel), Luiz Eduardo Sebastiani, assume a Sefa na sexta-feira.
"De forma alguma. A oposição faz todo tipo de ilações que acha por direito fazer, até por ser um momento eleitoral, mas isso é da cabeça deles, não reflete a realidade", afirmou. Beto garantiu, mais uma vez, que a substituição se deu por motivos pessoais. "Inclusive ela (Jozélia) teve uma intervenção cirúrgica há três dias. Foi aceitável. E o (deputado federal Luiz Carlos) Hauly (ex-secretário) é político, disputa as eleições nesse ano; queria voltar a cuidar de sua base eleitoral."
Mais cedo, o líder do PT na AL, Tadeu Veneri, falou que a sinceridade de Jozélia, bem como sua tentativa de equacionar recursos para pagamento da folha e do 13º salário dos servidores, a levou a fazer cortes em diversas áreas, "desagradando deputados e alguns secretários". "Acho que esse foi o motivo. Ela veio aqui dizendo exatamente aquilo que deveria ser feito no Estado e acabou criando uma situação de extremo desconforto", comentou o petista.
Questionado sobre os problemas financeiros enfrentados pela gestão, o governador rebateu que a situação está "praticamente sob controle". No entanto, desconversou sobre a apresentação do cronograma de pagamento de fornecedores, prometido há dois meses. "Estamos pagando diariamente os prestadores de serviço e empreiteiros que realizam obras", limitou-se a dizer.


