Beto manda Cida à abertura de trabalhos na AL
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terça-feira, 03 de fevereiro de 2015
Mariana Franco Ramos <br> Reportagem Local 
Curitiba - Esperado ontem para abrir os trabalhos da 18ª Legislatura na Assembleia Legislativa (AL) do Paraná, como é de praxe, o governador Beto Richa (PSDB) não apareceu. Ele foi representado pela vice-governadora, Cida Borghetti (Pros), e pelo chefe da Casa Civil, Eduardo Sciarra (PSD). Nenhum dos dois, porém, cumpriu com a função de prestar contas das ações desenvolvidas em 2014 pela administração estadual.
Mais tarde, Beto esteve na posse do novo presidente do Tribunal de Justiça (TJ), Paulo Vasconcelos, no entanto, entrou e saiu sem falar com a imprensa, prática que vem se tornando comum em 2015. Anteontem, durante a posse dos 54 deputados estaduais, ele foi vaiado por um grupo de servidores, que protestavam contra o adiamento, por tempo indeterminado, do pagamento do terço de férias do funcionalismo. Quando a cerimônia acabou, saiu pelo elevador interno, destinado às autoridades.
Na sessão de ontem, Sciarra apenas entregou um documento ao presidente da AL, Ademar Traiano (PSDB), sem detalhar números. Já Cida subiu à tribuna, mas fez um discurso protocolar, exaltando a "grande parceria" existente entre o Legislativo e o Executivo. "Há uma crise instalada no Brasil em todos os Estados e todos os municípios. O momento é de União, porque a crise vai passar. E Deus quer que passe rapidamente", afirmou a vice-governadora. Questionada sobre a ausência de Beto, ela desconversou e falou que era uma honra representá-lo. Traiano, por sua vez, disse que " é natural e compreensível" que o governador tenha outras atribuições.
"O governo está à disposição para explicações, caso haja necessidade. Não há, por parte do governador, nenhum desrespeito. Pelo contrário: ele esteve ontem aqui na posse e, em função de uma série de questões de governo, não esteve presente hoje", disse Sciarra. Em conversa com jornalistas, ele confirmou a existência de uma dívida com fornecedores na ordem de R$ 1,3 bilhão, valor ainda maior do que o informado pela então secretária de Estado da Fazenda Jozélia Nogueira em dezembro de 2013, de R$ 1,1 bilhão.
O secretário voltou a atribuir o agravamento dos problemas financeiros do Executivo à situação econômica do País e ao adiamento no pagamento do IPVA. No pacote de "austeridade" aprovado em dezembro, que incluía o aumento na alíquota do tributo de 2,5% para 3,5%, estava prevista uma noventena. Com isso, os recursos provenientes da medida só devem chegar aos cofres do Estado em abril. Ele garantiu, por outro lado, que a gestão tucana irá pagar os abonos de férias dos servidores ao longo de fevereiro, com "prioridade".


