De passagem ontem por Londrina, o governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), sinalizou que deve insistir na mudança da base de cálculo do orçamento que na prática reduz o repasse do Executivo para as demais instituições estaduais, como o Tribunal de Justiça (TJ), Ministério Público (MP), Tribunal de Contas (TC) e Assembleia Legislativa (AL). O corte chega a R$ 410 milhões no total.
Segundo Beto, a manobra se justifica pela queda de receita do Paraná: ''Estamos apertando o cinto do governo do Estado, exigindo redução de gastos de custeio, reduzimos alguns investimentos, então por que os outros poderes não teriam que fazer esses mesmos ajustes para estarmos adequados a essa nova realidade orçamentária do Estado?''. Beto atribuiu as dificuldades financeiras ao tratamento recebido do governo federal, que colocaria o Estado como um dos últimos em volume de transferências. ''Não sei se por discriminação ou má vontade'', provocou.
O texto do projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) do Executivo para 2014 não contabilizou o Fundo de Participação dos Estados (FPE) na distribuição das parcelas obrigatórias aos demais Poderes.
A medida gerou protestos do procurador-geral de Justiça, Gilberto Giacoia, chefe máximo do MP, e até do presidente da AL, Valdir Rossoni (PSDB), aliado de Beto. O MP perderia R$ 58 milhões caso a LDO fosse consolidada desta forma. O TJ, com o novo cálculo, perde mais de R$ 200 milhões. O TC, R$ 40 milhões, e a AL quase R$ 70 milhões.

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